O patrimônio nos EUA e o futuro da família Foto: divulgação

O patrimônio nos EUA e o futuro da família

00:00 A+ A- Ler o resumo da notícia Banco Central registra que os ativos brasileiros no exterior totalizaram US$ 740,3 bi em 2025, alta de 13,1 % sobre 2024. O crescimento entre pessoas físicas foi de 14,7 % no mesmo período. Nos Estados Unidos, foram identificados US$ 91,8 bi, aumento de 23 % em relação a 2024, com US$ 30,1 bi em ações e […]

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  • Banco Central registra que os ativos brasileiros no exterior totalizaram US$ 740,3 bi em 2025, alta de 13,1 % sobre 2024.
  • O crescimento entre pessoas físicas foi de 14,7 % no mesmo período.
  • Nos Estados Unidos, foram identificados US$ 91,8 bi, aumento de 23 % em relação a 2024, com US$ 30,1 bi em ações e US$ 20,2 bi em contas e depósitos.
  • Manter parte do patrimônio nos EUA favorece diversificação e preservação em dólar, exigindo planejamento familiar alinhado ao longo prazo.

Os brasileiros nunca tiveram tanto capital no exterior. Segundo o Banco Central, os ativos deles fora do país somaram US$ 740,3 bilhões em 2025, um recorde e uma alta de 13,1% em relação a 2024. Entre as pessoas físicas, o crescimento foi ainda maior, de 14,7% no ano.

Os Estados Unidos concentram uma parcela significativa desses recursos. De acordo com as tabelas do BC, US$ 91,8 bilhões estavam identificados no país, um aumento de 23% em relação a 2024. Desse total, US$ 30,1 bilhões correspondiam a ações e US$ 20,2 bilhões a contas e depósitos.

Manter parte do patrimônio nos EUA pode contribuir para a diversificação financeira e a preservação de recursos em dólar. Mas, para famílias que também consideram construir um futuro no país, existe outra questão importante: como alinhar o planejamento patrimonial aos objetivos de longo prazo da família?

O visto EB-5 oferece uma oportunidade para que os aplicantes e seus familiares imediatos obtenham a residência permanente nos EUA por meio de investimentos em projetos qualificados que geram empregos por lá. O benefício pode se estender ao cônjuge e aos filhos solteiros menores de 21 anos, mediante aprovação das petições e etapas migratórias aplicáveis.

O programa permite que a família more, trabalhe e estude no país, sem a necessidade de administrar diretamente o negócio que recebe os recursos. Para quem já mantém patrimônio em dólar, o EB-5 pode fazer parte de uma estratégia mais ampla, que considere tanto os ativos financeiros quanto os objetivos de mobilidade internacional e o futuro das próximas gerações.

Ao longo de quase dez anos de atuação nessa área, vejo essa conversa evoluir. A questão já não se limita a manter patrimônio nos EUA, mas também a entender como as decisões financeiras e migratórias podem contribuir para os planos de longo prazo de cada família.

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