Reação dos mercados pós-eleição: Ibovespa despenca, dólar dispara e B3 aciona circuit breaker Foto: Reprodução

Reação dos mercados pós-eleição: Ibovespa despenca, dólar dispara e B3 aciona circuit breaker

Incertezas sobre a política fiscal em novo mandato de Lula provocam forte volatilidade no mercado financeiro

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  • No primeiro dia útil após a eleição de Lula, o Ibovespa despencou e acionou o circuit‑breaker no mini‑índice e na curva de juros da B3.
  • O ETF EWZ, que replica o Ibovespa em Nova York, recuou mais de 25% na mesma sessão.
  • O dólar subiu para cerca de R$ 5,50 e os juros de referência registraram alta, reflexo da ausência de sinalização fiscal clara.
  • Varejo, construção e demais empresas dependentes de crédito interno sofreram maior retração por receios de aumento de impostos ou endividamento público.

O mercado financeiro registrou forte volatilidade no primeiro dia útil após a eleição de Lula, segundo análise do especialista em investimentos Gabriel Castro, do grupo MIDE Investimentos, em entrevista ao Canal MyNews. De acordo com o economista, o ETF do Ibovespa em Nova York (EWZ) caiu mais de 25%. Ele destaca que as intensas oscilações na B3 acionaram o circuit breaker no mini-índice e na curva de juros.

A falta de sinalizações claras sobre a condução fiscal impulsiona essa reação negativa, avalia Castro. Segundo o especialista, promessas de campanha sem origem de recursos definida geram receios de alta de impostos ou maior endividamento público. O gestor ressalta que essa incerteza aumenta a pressão dos investidores por definições concretas da nova equipe econômica.

O impacto das oscilações variou por setor, com o dólar a R$ 5,50 e juros em alta, analisa o especialista. Conforme aponta Castro, empresas do mercado interno e dependentes de crédito sofrem maior retração, a exemplo do varejo e da construção. Em contrapartida, ele pondera que exportadoras como Vale, Petrobras e Suzano se destacam como proteção por faturarem em moeda forte.

Diante do cenário, os títulos pré-fixados registraram perdas no preço unitário, tornando os papéis pós-fixados a opção mais recomendada pelo especialista. Além disso, afirma o gestor, a renda fixa americana atrai quem busca diversificação em moeda estrangeira. Por fim, Castro alerta que o mercado acionário brasileiro deve aguardar a sinalização sobre as contas públicas.

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