Brasil tem estoque de diesel e não deve enfrentar desabastecimento, diz CEO da Vibra Energia Foto: Moacir Ximenes (Wikimedia Commons) energia

Brasil tem estoque de diesel e não deve enfrentar desabastecimento, diz CEO da Vibra Energia

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Executivo afirma que guerra no Oriente Médio elevou preços globais, mas garante abastecimento no país nos próximos meses

O Brasil não deve enfrentar falta de diesel, apesar das pressões causadas pela guerra no Oriente Médio. Em entrevista à CNN Brasil, o CEO da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que o país possui estoque suficiente e que o abastecimento está garantido nos próximos meses.

Segundo o executivo, o cenário internacional elevou significativamente os custos do combustível. Desde o início do conflito, o preço global do diesel subiu cerca de 65%, enquanto no Brasil o reajuste foi de aproximadamente 6%. Como o país importa cerca de 30% do diesel que consome, o impacto médio no mercado interno chega a 20%.

Apesar disso, Pousada descartou risco de desabastecimento. “O Brasil tem hoje um estoque de diesel suficiente. Precisamos equacionar ao longo dos próximos meses entre Petrobras e distribuidoras, mas posso assegurar que teremos diesel disponível”, afirmou. Ele destacou ainda que gasolina e etanol estão em situação mais confortável, por dependerem menos de importações.

A Vibra Energia, que opera cerca de 7.500 postos no país, tem registrado aumento de demanda. Em março, as vendas cresceram cerca de 20%, impulsionadas pela dificuldade de outras distribuidoras em atender postos sem bandeira. Para suprir esse avanço, a empresa dobrou o volume de diesel importado.

Um dos principais desafios apontados é o descompasso entre o preço do diesel importado e o praticado pela Petrobras, que pode chegar a uma diferença de R$ 2,50 por litro. A subvenção do governo, de cerca de R$ 0,32 por litro, ajuda a reduzir o impacto, mas ainda é considerada insuficiente pelo setor.

Por fim, o executivo defendeu maior articulação entre governo, reguladores e empresas para enfrentar o cenário. Ele ressaltou que a distribuição representa apenas 5% do preço final do combustível, enquanto impostos somam cerca de 45%, reforçando a complexidade da formação de preços no país.

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