Casos recentes de feminicídio em São Paulo expõem a escalada da violência contra a mulher no início de 2026. Foto: Canva
Violência contra a mulher
Estado registrou 27 casos em janeiro, o maior número desde 2018; crimes recentes expõem histórico de ameaças e descumprimento de medidas protetivas
Janeiro de 2026 entrou para a estatística como o mês de janeiro com mais feminicídios já registrados no estado de São Paulo desde o início da série histórica, em 2018. Foram 27 casos apenas nas primeiras semanas do ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública
O número reforça uma tendência de alta. Em 2025, o estado somou 270 registros ao longo do ano, com dezembro concentrando 37 ocorrências, sendo o maior volume mensal desde que o crime passou a ser contabilizado oficialmente
Entre os casos recentes está o de uma jovem de 22 anos morta dentro do local de trabalho, em um shopping de São Bernardo do Campo. Ela tinha medida protetiva contra o ex-companheiro e já havia denunciado agressões e perseguições. O agressor foi preso após receber alta hospitalar
Na capital, uma mulher de 26 anos foi encontrada com marcas de agressão em um motel na zona leste. O homem que estava com ela confessou o crime e já era investigado por violência doméstica. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva
Outro caso ocorreu na zona norte, onde uma mulher foi perseguida pelo ex-companheiro, agredida em via pública e levada desacordada em um carro. Ela chegou ao hospital sem vida. O suspeito foi detido e o caso registrado como feminicídio
Os episódios reacendem o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e o avanço da violência contra a mulher no estado.