Trump e Lula se reúnem na Malásia e ambos elogiam encontro e falam em soluções para os dois lados | Foto: Ricardo Stuckert/Planalto
Números são efeitos do tarifaço imposto pelo presidente americano ao Brasil
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram, pelo sexto mês seguido, desde o início do tarifaço de Donald Trump, em agosto do ano passado. Por outro lado, as vendas para a China, continuam a crescer, segundo dados divulgados nessa quinta (5), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Queda de trocas comerciais entre brasileiros e norte-americanos foi nos dois sentidos.
O mês passado fechou com US$ 2,4 bilhões em vendas para os Estados Unidos. Um recuo de mais de 25% em relação a janeiro do ano passado.
Já nossas importações de produtos norte-americanos também caíram cerca de 10% alcançando pouco mais de US$ 3 bilhões.
O resultado foi um déficit para o Brasil, de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral.
Esta foi a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras, apesar do tarifaço de 50% ter sido revisto no fim do ano passado.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas às tarifas extras, que variam entre 40% e 50%.
Por outro lado, a venda de produtos brasileiros para a segunda maior economia do mundo, continua crescendo. As vendas para China cresceram mais 17% em janeiro, somando quase US$ 6,5 bilhões.
Já as importações caíram cerca de 5%, o que deu ao Brasil um superávit em relação aos chineses de US$ 720 milhões mês passado.
Com um volume menor de transações, as trocas comerciais do Brasil com a União Europeia e com a Argentina também recuaram em janeiro.
Entretanto, o Brasil manteve o superávit tanto com os europeus quanto com o nosso vizinho sul-americano no mês passado.
*Com informações da Agência Brasil