Caso Orelha: polícia pede internação de adolescente que fez o crime Foto: reprodução redes sociais

Caso Orelha: polícia pede internação de adolescente que fez o crime

Autoridades pedem que adolescente envolvido em crueldade contra cachorro seja colocado em observação

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  • A Polícia Civil de SC encerrou a investigação do ataque ao cão Orelha, morto em 4 de janeiro na Praia Brava, atribuído a quatro adolescentes.
  • Um dos adolescentes recebeu pedido de internação; três adultos, parentes dos agressores, foram indiciados por coação a testemunhas.
  • Laudo aponta que Orelha, de 10 anos, sofreu pancada na cabeça por volta das 5h30, foi levado a veterinário, mas não resistiu.
  • A apuração analisou mais de mil horas de imagens, ouviu 24 testemunhas e também concluiu o caso do cachorro Caramelo, que sobreviveu ao ataque.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu na noite dessa terça-feira (3) a investigação sobre o ataque e morte do cão Orelha, que foi agredido por quatro adolescentes no dia 4 de janeiro na Praia Brava, em Santa Catarina. Ele morreu no dia 5.

As autoridades também concluíram os trabalhos a respeito do caso do cachorro Caramelo, atacado por outros quatro adolescentes, mas que conseguiu escapar com vida.

Orelha

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, um adolescente envolvido na morte de Orelha, cão que era cuidado pela comunidade local, teve pedido de internação. Além disso, três adultos — parentes dos agressores — foram indiciados por coação a testemunha.

Após análise do laudo de corpo de delito, a polícia revelou que na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, Orelha, de cerca de 10 anos de idade, sofreu uma “pancada contundente na cabeça, que pode ter sido um chute ou algum objeto rígido, como madeira ou garrafa”. O animal foi levado ainda com vida a um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

As autoridades afirmam ter analisado mais de mil horas de imagens das câmeras de segurança da região. Foram ouvidas 24 testemunhas e houve a análise de muitas provas.

O adolescente que teve a internação pedida pela polícia é o mesmo que viajou para a Disney logo após o ataque a Orelha. Ele retornou ao país no dia 29 de janeiro, quando foi abordado pelas autoridades ainda no aeroporto.
Caramelo

No caso do Caramelo, quatro adolescentes foram representados, ou seja, houve a instauração de um inquérito policial. Segundo a polícia, os rapazes tentaram afogar o animal no mar. Caramelo conseguiu escapar dos agressores e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

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