Flávio Bolsonaro ! Foto: Reprodução
Eleições 2026
Crescimento em pesquisas, articulações estaduais e apoio direto de Jair Bolsonaro colocam o senador como nome competitivo para 2026
A possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, antes vista com cautela dentro da própria direita, começa a ganhar tração no cenário político nacional e já é acompanhada com atenção pelo Palácio do Planalto. O tema foi debatido no programa Café do My News, na manhã desta quinta-feira (26), que teve como convidado o jornalista Rudolfo Lago, do Correio da Manhã.
Nos bastidores, aliados avaliam que o parlamentar vem consolidando musculatura política ao ampliar articulações regionais e assumir papel mais ativo na organização do campo bolsonarista para as eleições de 2026. A estratégia passa pela montagem antecipada de palanques estaduais considerados estratégicos, especialmente em Santa Catarina e no Distrito Federal, movimento que ocorre sob influência direta do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O avanço também aparece nas pesquisas. Flávio Bolsonaro está tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
Apesar do crescimento, a direita enfrenta desafios internos. A defesa de “chapas puras”, formadas exclusivamente por aliados ideológicos do bolsonarismo, tem gerado preocupação entre dirigentes partidários por dificultar alianças com siglas de centro, como PSD e MDB, consideradas essenciais para ampliar a competitividade nacional.
O impasse já provoca ruídos regionais. Em Santa Catarina, a articulação envolvendo o governador Jorginho Mello, a deputada Caroline de Toni e o vereador Carlos Bolsonaro teria isolado lideranças tradicionais, como o senador Esperidião Amin, que demonstrou desconforto com o desenho político local.
Do lado do governo federal, o cenário também apresenta desafios. Mesmo com indicadores econômicos positivos, como inflação sob controle e níveis baixos de desemprego, o presidente Lula mantém índices elevados de rejeição, próximos de 48%, o que limita sua margem de crescimento eleitoral.
Analistas apontam ainda uma mudança no tom político do presidente. O discurso mais conciliador que marcou fases anteriores de sua trajetória tem cedido espaço a uma postura mais combativa, voltada à defesa do legado de governo e ao enfrentamento direto da oposição.
Com a direita reorganizando forças e o governo tentando consolidar sua base, o cenário eleitoral começa a se desenhar antecipadamente, indicando uma disputa potencialmente acirrada já no horizonte de 2026.