O que pensa o porta-voz do governo na área internacional Celso Amorim. Foto: Carta Capital. não é um passeio

O que pensa o porta-voz do governo na área internacional

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Celso Amorim afirma que consequências do ataque são imprevisíveis e alerta para conflito longo

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, fez um alerta direto sobre a escalada no Oriente Médio: a guerra não será rápida, nem simples.

Durante evento na UFRJ, o ex-chanceler afirmou: “É difícil medir quais serão as consequências desse ataque. Uma coisa é certa: não será um passeio, para usar uma palavra do futebol. Claro, nenhuma guerra é um passeio, mas não será como foi no Iraque. Não se pode esperar uma coisa simples e rápida. É algo que vai durar muito tempo, assim vejo”.

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Amorim ressaltou que o Irã é um país de grande dimensão territorial e populacional, com uma civilização milenar e forte identidade nacional. Na avaliação do assessor, imaginar uma solução rápida seria subestimar a complexidade do cenário.

A fala repercutiu no Café do My News, com Mara Luquet e Evandro Éboli, que destacaram o peso político da declaração. Amorim é considerado uma das principais vozes da política externa brasileira e interlocutor direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ataques já se expandiram para além do território iraniano. Há relatos de ofensivas contra bases americanas na região e aumento da tensão no Líbano, com ações envolvendo o Hezbollah. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que a campanha pode durar semanas ou mais.

Além do impacto militar, o conflito pressiona os mercados globais. O preço do petróleo voltou a subir, diante da ameaça ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia.

A posição brasileira contrária aos ataques americanos contrasta com o apoio manifestado por parte de países europeus. No Congresso Nacional, parlamentares da oposição articulam reação à postura do governo.

Amorim evitou previsões detalhadas, mas reforçou que o cenário é imprevisível e que as consequências ainda não podem ser calculadas. Para o assessor, o momento exige cautela diplomática diante de um conflito que pode alterar o equilíbrio político e econômico global.

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