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Mesmo com o banco liquidado, relatos apontam descontos indevidos em salários e dificuldade para encerrar dívidas já quitadas
O caso envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, segue gerando impacto direto na vida de servidores públicos em todo o país. Mesmo após a prisão do empresário e a liquidação da instituição financeira, surgem denúncias de que descontos de empréstimos consignados continuam sendo feitos na folha de pagamento de pessoas que já quitaram suas dívidas.
O esquema, descrito como uma espécie de “pirâmide dos consignados”, teria atingido especialmente servidores públicos municipais e estaduais, além de aposentados. Em muitos casos, os contratos foram encerrados, mas os valores seguem sendo debitados automaticamente, sem explicação clara ou resposta rápida das instituições responsáveis.
Um dos relatos envolve um policial militar aposentado que afirma ter quitado o empréstimo há meses, mas continua sofrendo descontos. Ele chegou a acionar o Banco Central, mas não recebeu retorno dentro do prazo informado. Situações como essa levantam dúvidas sobre a eficácia da fiscalização e aumentam a sensação de insegurança entre os afetados.
Além dos prejuízos financeiros, o caso expõe um problema estrutural mais amplo: a fragilidade do sistema de crédito consignado e a possível conivência de agentes públicos que facilitaram a entrada dessas operações nas folhas de pagamento. Enquanto a Justiça ainda não dá respostas definitivas, servidores seguem arcando com descontos que, em muitos casos, não deveriam mais existir.