CPMI do INSS: presidente, senador Carlos Viana, e relator, deputado Alfredo Gaspar, no túnel do tempo, no Senado ! Foto: Evandro Éboli/MyNews
Relator Alfredo Gaspar deverá apresentar seu relatório na próxima quarta-feira, caso os trabalhos da comissão não sejam mesmo prorrogados
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), está finalizando seu relatório, mesmo ainda com a indefinição de prorrogação ou não dos trabalhos da comissão, o que é improvável. O texto do relator terá pelo menos 7 mil páginas, entre conclusões, relação dos envolvidos, documentos e anexos.
A CPMI realizou até agora 36 reuniões desde sua instalação, em 20 de agosto, quando o governo Lula sofreu uma derrota para a oposição que tem lhe custado caro. Num cochilo de suas lideranças, e mesmo tendo maioria no colegiado, o Palácio do Planalto perdeu o comando e a presidência e a relatoria foram parar nas mãos de opositores.
Alfredo Gaspar está com seu texto consolidado e ele mesmo prevê que na quarta-feira da semana que vem, será apresentado seu parecer, com essas 7 mil páginas, que precisará ser lido, discutido e votado. Com maioria, a base do governo deve derrotá-lo e apresentar outro voto. Ou a CPMI, se houver confusão, pode até terminar sem um texto final.
No relatório, Gaspar fará um relatório de quem foi ouvido, o conteúdo dessas falas, o resultado das investigações – cruzadas com a da Polícia Federal -, as críticas aos governistas, acusados por ele de “blindar” gente ligado ao presidente Lula, casos de Frei Chico, irmão do presidente, e o Lulinha, filho do petista.
Segunda-feira próxima há chance de acontecer a última reunião da CPMI, que, nesta semana, aprovou convites para o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e seu sucessor Gabriel Galípolo, que não devem comparecer. Também foi aprovada a ida de Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, que já obteve habeas-corpus para não ser obrigada a dar presença nessas comissões do Congresso.