Senado aprova tornozeleira imediata para agressor de mulher em caso de alto risco Foto: Poder360 Violência contra a mulher

Senado aprova tornozeleira imediata para agressor de mulher em caso de alto risco

Projeto aprovado pelo Senado torna obrigatória a tornozeleira eletrônica em casos de alto risco e permite decisão imediata por delegado onde não houver juiz disponível; texto segue para sanção presidencial

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  • O Senado aprovou, na quarta‑feira (18), o PL 2942/2024 que autoriza a imposição imediata de tornozeleira eletrônica a agressores de mulheres em situação de alto risco.
  • O projeto foi apresentado pelos deputados Fernanda Melchionna (PSol‑RS) e Marcos Tavares (PDT‑RJ) e relatado pela senadora Leila Barros (PDT‑DF).
  • A lei permite que delegados, na ausência de juiz, determinem a tornozeleira imediatamente, com posterior revisão judicial, priorizando casos de descumprimento de medidas protetivas.
  • O objetivo é reforçar a proteção das vítimas, possibilitando monitoramento em tempo real e alertas de aproximação do agressor.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o Projeto de Lei nº 2942/2024, que permite a determinação imediata do uso de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em situação de violência doméstica e familiar quando houver alto risco à vida da vítima. A proposta, aprovada sem alterações, segue agora para sanção presidencial.

De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o texto foi relatado no Senado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). Segundo a parlamentar, a medida reforça a proteção ao permitir o monitoramento em tempo real do agressor, com emissão de alertas em caso de aproximação da vítima.

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Na prática, o projeto transforma em regra a imposição da tornozeleira em situações de risco atual ou iminente à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes. A medida também passa a ter prioridade nos casos em que houver descumprimento de medidas protetivas já determinadas anteriormente pela Justiça.

O texto ainda prevê que, em cidades onde não houver juiz disponível no momento da ocorrência, o delegado poderá determinar o uso da tornozeleira de forma imediata. A decisão, nesses casos, deverá ser posteriormente analisada pelo Judiciário.

Além disso, o projeto torna permanente o programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de mulheres em situação de violência. Hoje, a Lei Maria da Penha já autoriza esse tipo de monitoramento, mas de forma opcional e sem incluí-lo expressamente entre as medidas protetivas de urgência.

Pela proposta, caso o juiz decida retirar a tornozeleira como medida protetiva, terá de justificar de forma expressa os motivos da decisão. A intenção, segundo os defensores do projeto, é evitar a flexibilização da proteção em casos considerados graves.

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