Foto: José Cruz/Agência Brasil
NO SÁBADO
Dias Toffoli foi almoçar num restaurante frequentado por autoridades, e Gilmar, num lançamento de livro num bar; ambos com seguranças
Pesquisa do Datafolha da última quarta-feira mostrou que o Supremo Tribunal Federal está com sua imagem arranhada. Como nunca antes desde o início dessa série histórica, em 2012. O índice de brasileiros que não confiam na Corte chegou a 43%. Em dezembro de 2024, era 38%.
O fato de o STF estar na mira do noticiário com manchetes que têm desgastado a Corte não é empecilho para que seus ministros sigam tocando suas agendas fora do Supremo normalmente e seus compromissos sociais.
No sábado, ontem, o ministro Gilmar Mendes compareceu ao lançamento do livro “Cabeças não morre!”, que conta a história de personagens das artes que viveram o movimento “Concerto Cabeças”, nas décadas de 1970 e 1980, em Brasília. O integraram, entre muitos outros, Cássia Eller e os irmãos Clodo e Clésio, compositores. O autor do livro é o poeta Nicolas Behr, ele mesmo protagonista desse período. A publicação apresenta 39 minibiografias.
O IDP, instituto que o ministro é um dos fundadores, participou da divulgação da publicação. O evento se deu no Bar Beirute, da Asa Sul, e estava cheio. Gilmar circulou e interagiu com os convidados e estava acompanhado de dois seguranças. Gilmar integra a 2ª Turma e, apesar de já ter se formada maioria pela manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, seu voto é aguardado.
O ministro Dias Toffoli, alvo de críticas por sua condução da relatoria do caso do Banco Master, do qual deixou de ser, circulou pela cidade também. E foi almoçar num restaurante frequentado por autoridades dos Poderes em Brasília, o Lakes, também na Asa Sul. Um esquema de segurança, maior que o de Gilmar, dava proteção do ministro
Toffoli, que também integra a 2ª Turma, se julgou impedido de analisar a manutenção ou não da prisão de Vorcaro e também de relatar a abertura de uma CPMI do Master. Sua família, e ele, são sócios da empresa Maridt, que fez fez negócios com o banqueiro, no caso do resort Tayayá.