Bolsa Família: há indícios que 2,5 milhões recebem de forma irregular Dinheiro brasileiro (Foto: José Cruz/Agência Brasil) ECONOMIA

Bolsa Família: há indícios que 2,5 milhões recebem de forma irregular

Wellington Dias afirmou que revisão dos cadastros está em andamento

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  • O ministro Wellington Dias afirmou, nesta quinta‑feira (9), que há indícios de irregularidade em cerca de 2,5 milhões de beneficiários do Bolsa Família.
  • Os cadastros do programa estão sendo revisados após constatação de beneficiários com renda aproximada a nove salários‑mínimos.
  • O governo pretende criar programas que aumentem a renda das famílias para reduzir a dependência do Bolsa Família.
  • Uma portaria publicada hoje fixa limite de 5 % para desconto de empréstimo consignado no benefício.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse nesta quinta-feira (9) que há indícios de que 2,5 milhões estão recebendo o Bolsa Família de forma irregular. Segundo o ministro, os cadastros do programa estão em revisão.

“Acreditamos que mais ou menos 2,5 milhões dos que recebem têm grandes indícios de irregularidades”, disse, durante visita a uma unidade do Cozinha Solidária, projeto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) desenvolvido em Sol Nascente, região de Ceilândia, no Distrito Federal.

De acordo com o ministro, há pessoas com renda elevada, de aproximadamente nove salários mínimos, que recebem o benefício, destinado a famílias de baixa renda.

Além da revisão dos cadastros, Wellington Dias disse que o governo irá desenvolver programas para que as famílias consigam melhorar a renda, sem necessitar do Bolsa Família. O programa de transferência de renda atende 21, 9 milhões de famílias.

Consignado
Uma portaria do ministério foi publicada hoje com novas regras para empréstimo consignado no âmbito do Programa Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família.

O texto fixa em 5% o limite para desconto no benefício pago a famílias beneficiárias do Bolsa Família ou de outros programas federais. Além disso, o número de prestações não poderá exceder seis parcelas sucessivas e a taxa de juros não poderá ser superior a 2,5%.