99moto, serviço de mototáxi por aplicativo | Foto: Divulgação/99
CORRE PARA O FUTURO
O programa "Corre para o Futuro" alerta sobre custos ocultos em investimentos e cobra proteção social para a categoria
Apresentado pela jornalista Mara Luquet, o programa “Corre para o Futuro”, voltado a motoristas de aplicativo e taxistas, trouxe um alerta fundamental para quem vive no corre diário: rentabilidade não é o único fator a ser observado na hora de planejar o amanhã. Ao colocar em pauta a “armadilha das taxas”, a edição mostrou que investimentos de longo prazo carregam custos operacionais que, se ignorados, têm o poder de drenar silenciosamente uma fatia expressiva das economias acumuladas ao longo de décadas de trabalho.
O presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp, Márcio de Souza, explicou esse impacto financeiro. A taxa de administração incide todo ano sobre o patrimônio acumulado. O especialista apresentou contas detalhadas sobre essa cobrança contínua. Em uma projeção de 30 anos, uma taxa de 3,5% ao ano reduz o montante final em até 42%.
Além disso, Márcio comparou o funcionamento das entidades abertas e fechadas de previdência. Os bancos tradicionais lucram com planos abertos e aplicam custos bem maiores aos clientes. Por outro lado, os fundos associativos não visam ao lucro financeiro. Dessa forma, eles cobram apenas despesas básicas de gestão. Consequentemente, oferecem taxas menores e preservam o dinheiro do participante.
Atualmente, muitas campanhas comerciais divulgam taxa de carregamento zero. Porém, esses mesmos anúncios omitem taxas de administração abusivas nos contratos. Portanto, Márcio recomendou atenção máxima às cláusulas do regulamento. O convidado também lembrou uma garantia legal importante: qualquer pessoa pode solicitar a portabilidade gratuita do saldo para outra instituição financeira.
No bloco seguinte, a atração recebeu o senador Sérgio Petecão. Na ocasião, o parlamentar defendeu novas regras para proteger motoristas e entregadores no Brasil. Ele apontou, principalmente, a falta de garantias mínimas enfrentada diariamente pela classe. Diante desse cenário, o projeto em tramitação busca construir uma reserva financeira individual para cada condutor.
Nesse sentido, Petecão quer dividir essa conta diretamente com as empresas de aplicativo. O plano sugere, inclusive, o recolhimento automático de uma fração de cada corrida realizada pelo passageiro. Esse dinheiro iria direto para a poupança do condutor. Assim, o trabalhador acumula patrimônio próprio para a velhice enquanto roda na praça.