Iniciativa oferece formação gratuita para pessoas trans Zackary Drucker/The Gender Spectrum Collection Trabalho

Iniciativa oferece formação gratuita para pessoas trans

Projeto "Transformades" traz aulas remotas sobre processo seletivo

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  • Pesquisa do Vote LGBT+ aponta que 44,3% dos LGBTQIAP+ perderam emprego na pandemia e mais de 55% dos trans enfrentam insegurança alimentar no Brasil.
  • O programa “Transformades” oferece formação gratuita e remota para pessoas trans em todo o país.
  • A iniciativa, parceria entre a startup Se Candidate, Mulher! e a ONG EducaTRANSforma, inclui aulas sobre currículo, LinkedIn, entrevistas e processos seletivos.
  • O curso também promove a criação de rede de apoio entre os participantes trans.

O mês do orgulho LGBTQIAP+ acabou, mas a necessidade de garantir o direito ao trabalho e desenvolvimento profissional desse grupo deve durar o ano inteiro. De acordo com resultados de uma pesquisa do Vote LGBT+, 44,3% dessas pessoas perderam o emprego ou ficaram sem atividades durante a pandemia. Desse recorte, a população trans foi a mais afetada, de forma que mais de 55% se encontra em situação de insegurança alimentar no Brasil. Diante desse contexto, uma iniciativa oferece formação gratuita e remota para pessoas trans de todo Brasil.

O programa “Transformades”, resultado de uma parceria entre a startup Se Candidate, Mulher! e a ONG EducaTRANSforma, traz aulas remotas sobre processo seletivo. A formação traz dicas sobre currículo, LinkedIn, entrevistas, entre outros temas relacionados ao mercado de trabalho. Além da formação, o programa estimula a criação de uma rede de apoio entre pessoas trans.

Para participar, basta se auto identificar como uma pessoa trans; ter, pelo menos, o ensino médio completo e também ter interesse em iniciar em uma das áreas: vendas, atendimento ao cliente ou tecnologia. As inscrições até o dia 8 de julho podem ser feitas desse link. As aulas acontecem entre os dias 16/07 e 23/07.

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Para Noah Scheffel, homem trans e CEO da EducaTRANSforma, existe um abismo quando se fala sobre as possibilidades de empregabilidade para pessoas trans. “Conforme dados da ANTRA, apenas 5% das pessoas trans estão de fato inseridas no mercado de trabalho formal, e isso se dá por conta de uma série de exclusões sociais a que esse recorte está submetido”, afirma.

“O que faz com que esse abismo diminua são oportunidades de acessos da população trans à iniciativas como o programa Transformades, que olha para tais barreiras e age em prol de equidade com ações concretas e focadas em gerar impacto positivo”, completa.