Mercado reduz estimativa de inflação em 2021. PIB também tem previsão de queda Retomada comercial é impactada pela alta da inflação. Foto: Reprodução (Redes) Boletim Focus

Mercado reduz estimativa de inflação em 2021. PIB também tem previsão de queda

Banco Central indica queda na inflação pela terceira semana consecutiva. Analistas projetam alta menor para o Produto Interno Bruto

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  • O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central em 27/12, reduziu pela terceira semana consecutiva a projeção de inflação para 2021, para 10,02% ao final do ano.
  • O recuo de 0,02 ponto percentual coloca a inflação de 2021 acima de dois dígitos pela primeira vez desde 2015.
  • Analistas do mercado também revisaram a previsão de crescimento do PIB, indicando uma alta menor para 2021.
  • A estimativa de inflação para 2022 permanece em 5,03%, acima do teto de 5% e da meta de 3,5% estabelecida para o ano.

A estimativa de inflação para 2021 foi mais uma vez reduzida, registrando queda pela terceira semana consecutiva, conforme mostra o último boletim “Focus” do ano, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC). Economistas e analistas do mercado também realizaram um reajuste para o Produto Interno Bruto (PIB), que passou a ter uma projeção de alta menor.

Retomada comercial é impactada pela alta da inflação.
Retomada comercial é impactada pela alta da inflação. Foto: Reprodução (Redes)

Segundo dados do BC, a expectativa é que o acumulado da inflação em 2021 tenha um recuo de 0,02 ponto percentual, encerrando o ano em 10,02%. Caso esse cenário se confirme, será a primeira vez desde 2015 que a alta generalizada dos preços ultrapassa a casa dos dois dígitos – há seis anos, o índice ficou em 10,67%.

No início do ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) havia instaurado a meta inflacionária para 2021 em 3,75%; pelo sistema vigente, o objetivo seria considerado cumprido se ficasse entre 2,25% e 5,25%.

Para 2022, o relatório manteve as informações da última publicação, sustentando a estimativa de inflação em 5,03%. Apesar da queda em comparação com os números correntes, a taxa segue acima do teto para o próximo ano, fixado em 5% – a meta para 2022 está fixada em 3,50%, e será oficialmente efetivada se oscilar entre 2% e 5%.

Redução no PIB

Quanto ao Produto Interno Bruto, o mercado  também reduziu suas previsões de crescimento: de 4,58% para 4,51%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como parâmetro para aferir o progresso econômico doméstico.

Para 2022, os analistas reduziram a previsão de alta do indicador de 0,50% para 0,42%. No primeiro trimestre deste ano, a projeção era de uma alta de 2,5% para a economia no ano que vem.

Taxa Selic

O relatório manteve a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 11,50% ao ano para o fim de 2022, fator que pressupõe alta do juro básico da economia no próximo ano.

Após sete altas consecutivas, a taxa Selic, atualmente, está em 9,25% ao ano, o maior patamar em mais de quatro anos.

Sobe e desce

O BC trouxe outras projeções relevantes, como:

Dólar

A estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2021 subiu de R$ 5,60 para R$ 5,63. Para o fim de 2022, um aumento de R$ 5,57 para R$ 5,60 por dólar.

Investimento estrangeiro

A previsão do boletim para a chegada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2021 subiu de US$ 51,25 bilhões para US$ 52 bilhões. Para 2022, a projeção passou de US$ 57,55 bilhões para US$ 58 bilhões.

Balança comercial

Para o superávit da balança comercial (total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 subiu de US$ 59,09 bilhões para US$ 59,15 bilhões, em resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa caiu de US$ 55,25 bilhões para US$ 55 bilhões de saldo.

Investimento estrangeiro: a previsão do boletim para a chegada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2021 subiu de US$ 51,25 bilhões para US$ 52 bilhões. Para 2022, a projeção passou de US$ 57,55 bilhões para US$ 58 bilhões.