Foto: Agência Brasil
Candidatos usam da religião e acusam rivais durante campanha para presidente em 2026
A fé vem mexendo com as eleições de 2026 e virou motivo de pauta para os candidatos Lula, do PT, que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro, do PL. Acusações, trocas de farpas, entre outros episódios, marcaram o debate. O MyNews discutiu as consequências do uso da religião na disputa pela Presidência.
Para falar sobre o assunto, recebemos no Jornal do MyNews Madeleine Lacsko, que analisou o contexto da utilização da fé na campanha atual dos candidatos. O programa contou com a apresentação de Yago Yoshimi Seo e Evandro Éboli.
“É uma evidência anedótica, tá? Não tem um lastro para isso, mas toda essa onda de fake news e de uso da religião, etc., que o PT criou, vem de um lugar que eu digo que é o cato antibes… Perdeu a mão muito, muito. E eu, eu agora, tá essa propaganda: ‘Você não tem medo de tirar previdência’. Eu tenho amigos, amigos que eu até respeito, e que tão com uma história assim de postar na internet: ‘Faça campanha no seu dia a dia, quando você for passar um Pix, fale pra pessoa: aí o Pix vai acabar quando o Flávio entrar, isso e aquilo'”, analisou Madeleine, que foi candidata a deputada estadual pelo Podemos em São Paulo e obteve quase 15 mil votos.
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Ao final da candidatura, ela pediu desfiliação do partido. Em resposta a um questionamento de Evandro, Madeleine encerrou sua participação falando sobre denúncias de compra de votos nas eleições. Ela afirmou que já havia ouvido relatos, mas que, de fato, não presenciou nenhum caso.
“Casos de compra de voto, eu não sei. Pra quem era uma coisa, mas pouco. Eu não presenciei casos de compra de voto, se não teria denunciado. Mas eu não sei. O que acontece, quando você tá num posto há pouco, as pessoas vêm te perguntar: ‘Olha, tenho cinco em casa, quanto que a senhora tá pagando? Você vai botar adesivo, papel no carro? Quanto que a senhora tá pagando pra andar vinte dias com seu adesivo? Porque os últimos dez dias eu já vou andar com outro’. É, mas quando… quando é analista, ninguém te fala isso. Ninguém vai chegar pro analista nunca. E algum candidato fala: ‘E aí, gente, eu, o meu… isso não pode’. Isso é compra de voto, achando, né? Tentou envolver, devolvendo… Tem anos que chegaram assim pra mim e falavam assim: ‘Moça, eu vou votar na senhora, só tô te avisando, eu peguei dinheiro, já tinha quatro'”, concluiu.