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Análise apresentada por Alec Maracajá aponta que o investimento direcionado nas redes sociais impulsionou o crescimento de Flávio, enquanto Lula ainda aposta na força das ruas e dos debates
Na última semana antes da eleição, Flávio e Lula somaram cerca de R$ 9,7 milhões em investimentos em anúncios no Facebook e Instagram. Segundo os dados apresentados por Alek Maracajá, Flávio concentrou aproximadamente R$ 6,1 milhões em 174 anúncios, enquanto Lula investiu cerca de R$ 3,6 milhões em 511 peças. Apesar do investimento menor, Lula ampliou sua base em cerca de 455 mil seguidores, enquanto Flávio ganhou aproximadamente 1,3 milhão. O principal destaque, porém, foi o engajamento: Flávio passou de cerca de 3% para 7,19%, enquanto Lula recuou de 2% para 1,75%.
A estratégia também teria sido diferente na segmentação. Flávio direcionou 87% do investimento ao público com 65 anos ou mais e apostou em conteúdos específicos para diferentes plataformas, enquanto Lula concentrou 75% da verba nesse público, mas com uma estratégia considerada mais ampla. Para Maracajá, a campanha de Flávio conseguiu furar ou consolidar a chamada “bolha” bolsonarista e transformar o crescimento digital em maior mobilização. Temas como Banco Master e rachadinhas, segundo a análise, tiveram impacto menor do que o esperado sobre Flávio, enquanto outros assuntos conseguiram maior repercussão.
A avaliação é de que o digital pode funcionar como um indicador antecedente de mudanças nas pesquisas eleitorais. Maracajá citou como exemplo a eleição de Raquel Lyra em Pernambuco, cujo crescimento nas redes teria sido identificado antes de aparecer com força nas pesquisas. Para a reta final, ele aponta o debate e a campanha de rua como principais armas de Lula para tentar recuperar espaço, enquanto Flávio precisará preservar o impulso conquistado no ambiente digital. A disputa, segundo a análise, entra agora em uma fase decisiva, com as redes sociais desempenhando papel central na mobilização dos eleitores.