Flávio Bolsonaro discute corte de R$ 200 bilhões e avalia nomes para a Fazenda Foto: Poder360

Flávio Bolsonaro discute corte de R$ 200 bilhões e avalia nomes para a Fazenda

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Campanha prevê negociar medidas de ajuste fiscal com o Congresso após eventual vitória eleitoral, enquanto economistas são cotados para comandar a área econômica

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) estuda cortar cerca de R$ 200 bilhões em gastos primários caso o senador vença a eleição presidencial. Para viabilizar o ajuste fiscal, a equipe avalia negociar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição com o Congresso antes da posse, prevista para 5 de janeiro de 2027.

Nos bastidores, alguns nomes aparecem como possíveis integrantes da equipe econômica. Entre eles estão Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida, Marcelo Kayath e Alexandre Bettamio. Além disso, Adolfo Sachsida e Daniella Marques, que já integram oficialmente a campanha, também podem assumir funções na área. Apesar das especulações, aliados afirmam que ainda é cedo para anunciar um futuro ministro da Fazenda.

A estratégia de ajuste fiscal prevê negociações com o Congresso e pode incluir projetos de lei, além da PEC. Segundo Daniella Marques, a campanha pretende recuperar a confiança e a credibilidade do país. Com isso, a equipe espera contribuir para a redução dos juros. Além disso, os aliados avaliam que uma vitória eleitoral daria a Flávio maior força política para aprovar as reformas.

Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à proposta e alertou para possíveis impactos sobre programas sociais. Segundo ele, os cortes podem atingir iniciativas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo.

Em vídeo publicado na quinta-feira (8), Lula também criticou a possibilidade de reajustes salariais abaixo da inflação para trabalhadores e aposentados. Dessa forma, o ajuste fiscal se tornou um dos principais pontos de confronto entre as campanhas.

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