A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a busca por votos entre beneficiários do Bolsa Família que ainda declaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário na disputa pelo segundo turno presidencial, de acordo com análise do G1. Segundo integrantes da equipe petista, esse é um dos principais grupos com potencial de mudança de voto até domingo (25), data da votação.
A estratégia inclui o envio de mensagens para destacar o reajuste do benefício concedido pelo governo Lula e relembrar declarações antigas de Flávio Bolsonaro, que chegou a chamar o programa de “Bolsa Farelo”. A campanha também aposta no diálogo com eleitores de menor renda para ampliar a vantagem do presidente nesse segmento.
Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) aponta que Lula oscilou de 60% para 62% das intenções de voto entre beneficiários de programas sociais, enquanto Flávio passou de 31% para 27%. A rejeição ao presidente nesse grupo é de 27%, ante 68% do senador. No cenário geral, porém, Flávio registra 45% e Lula, 44%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A meta da campanha petista é alcançar 70% de apoio entre os beneficiários do Bolsa Família, patamar que a equipe considera capaz de contribuir para uma virada na disputa. Além desse público, o partido tenta conquistar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno ou votaram em branco ou nulo. Segundo a Quaest, entre esses eleitores, 40% afirmam que pretendem votar em Lula, enquanto 36% declaram preferência por Flávio Bolsonaro.