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Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e o PL saem fortalecidos, enquanto Lula, o PT e nomes do centro político enfrentam um cenário mais difícil para o segundo turno
O primeiro turno das eleições de 2026 produziu uma das disputas presidenciais mais apertadas desde a redemocratização. Flávio Bolsonaro (PL) terminou na liderança, com vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando as principais pesquisas, que apontavam o atual presidente à frente. O resultado coloca Flávio em posição favorável para a segunda etapa da disputa, marcada para 25 de outubro. Segundo
Entre os principais vencedores está Jair Bolsonaro. Mesmo preso e inelegível, o ex-presidente conseguiu fazer de Flávio seu principal herdeiro político e levou o filho ao segundo turno, segundo análise da BBC Brasil. A força eleitoral da família também ficou evidente com a eleição de Carlos Bolsonaro para o Senado por Santa Catarina, de Michelle Bolsonaro pelo Distrito Federal e de Jair Renan para a Câmara dos Deputados.
O PL também sai fortalecido. A legenda elegeu 19 senadores e deverá manter a maior bancada da Câmara, ampliando sua influência no Congresso. Além disso, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) ultrapassaram a marca de 3 milhões de votos, tornando-se os deputados mais votados da história. Para especialistas, o resultado consolida a direita como uma força política ainda mais relevante no cenário nacional.
Outro grupo que conseguiu preservar seu espaço foi o PT no Nordeste. Apesar de Lula ter terminado o primeiro turno em segundo lugar no país, a região continuou sendo seu principal reduto eleitoral. Governadores petistas como Rafael Fonteles, no Piauí, Elmano Freitas, no Ceará, e Jerônimo Rodrigues, na Bahia, foram reeleitos, mantendo importantes áreas de influência do partido.
No campo dos derrotados, Lula e o PT aparecem em primeiro lugar. É a primeira vez que Lula termina um primeiro turno presidencial atrás de um adversário desde que passou a disputar a Presidência. Para especialistas, a dificuldade em conquistar o eleitorado de centro e a dependência da imagem pessoal de Lula expõem desafios para o partido, especialmente diante da possibilidade de ser esta a última eleição presidencial do petista.
O centro político também perdeu espaço, com destaque para Gilberto Kassab, o PSD e Eduardo Paes. Kassab viu fracassar parte de sua estratégia de ampliar a influência do partido, enquanto Paes, no Rio de Janeiro, passou de favorito a candidato em situação mais difícil. A eleição também fortaleceu a oposição ao Supremo Tribunal Federal, com o crescimento da bancada do PL no Senado e a presença de candidatos que defendem mudanças na relação entre o Congresso e a Corte. O resultado promete tornar o segundo turno ainda mais acirrado e pode aprofundar as disputas políticas que marcaram a eleição de 2026.