Foto: Nelson Jr./Ascom/TSE
Candidatos derrotados no primeiro turno começaram a definir suas posições para a etapa final da disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula; enquanto alguns sinalizam oposição ao PT, outros optam pela neutralidade ou ainda avaliam o cenário
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema reafirmou sua posição de oposição ao PT após o resultado do primeiro turno. Durante a apuração, Zema declarou que, “onde tiver PT”, ele e o Novo estarão “do outro lado”. Apesar da expectativa de um apoio a Flávio Bolsonaro, o candidato não citou nominalmente o senador do PL em sua primeira manifestação. Zema também destacou que a prioridade do partido durante a eleição foi cumprir a cláusula de barreira, garantindo acesso a recursos e prerrogativas na próxima legislatura.
O escritor Augusto Cury declarou que não apoiará nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno e afirmou que permanecerá neutro na disputa. Cury disse que irá se “silenciar completamente” sobre os dois nomes e que suas propostas de governo continuarão disponíveis para quem tiver interesse em utilizá-las. O candidato também afirmou que ninguém está autorizado a usar seu nome ou o de seu vice para declarar apoio a qualquer uma das campanhas e descartou dar continuidade à carreira política ou assumir um eventual cargo ministerial.
Renan Santos, candidato pelo partido Missão, afirmou que não apoiará nenhum dos dois concorrentes no segundo turno e também não fará campanha pelo voto nulo. Após o resultado das urnas, ele disse que não faria diferença se engajar na etapa final e deixou seus eleitores livres para escolher como votar. Renan avaliou ainda que o resultado do primeiro turno favoreceu Flávio Bolsonaro, mas afirmou que continuará atuando na política e pretende dar sequência à construção do partido para as próximas eleições.
Quinto colocado na corrida presidencial, Ronaldo Caiado ainda não definiu oficialmente qual candidato apoiará no segundo turno. O ex-governador de Goiás afirmou que pretende manter coerência com sua trajetória política e que fará um alinhamento interno antes de anunciar sua posição. Para isso, Caiado deverá conversar com Gilberto Kassab, presidente do PSD, antes de formalizar qualquer apoio. O político também agradeceu ao partido pela oportunidade de disputar a Presidência e afirmou que continuará acompanhando a política regional e apoiando o governo de Goiás.