Foto: Secretaria de Comunicação do Estado de Goiás/Júnior Guimarães
O candidato do PSD tem apoio de 602 prefeitos paulistas, além de Raquel Lyra, em Pernambuco e Eduardo Leite no Rio Grande do Sul
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronald Caiado, disse que, em São Paulo, estará na disputa em uma chapa conjunta com Tarcicio de Freitas. candidato ao governo pelo Republicanos. Ele e o candidato a vice, Glberto Kassab, participaram nesta quarta-feira (12), de um evento promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no Clube Sírio-Libanês, que reuniu cerca de 1.000 pessoas, entre empresários, autoridades e presidentes de associações comerciais de diversos estados.
Durante conversa com jornalistas, Gilberto Kassab destacou que além da composição Caiado e Tarcísio, a candidatura tem apoio de 602 prefeitos paulistas. Kassab também citou a articulação de palanques estaduais em diferentes regiões do país e mencionou os apoios de Raquel Lyra, em Pernambuco, e Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul. Para ele, as alianças estaduais podem reunir diferentes forças políticas, mesmo sem uma coligação nacional unificada.
Sobre a possibilidade de desistir da disputa presidencial para apoiar outro candidato, Caiado afirmou que não há essa possibilidade e defendeu a candidatura como competitiva para chegar ao segundo turno.
Durante o evento, Ronaldo Caiado apresentou propostas e fez críticas sobre a situação econômica, política e social do país. Entre os principais pontos, destacou a crise fiscal, o desequilíbrio das contas públicas e os efeitos dos juros sobre os investimentos. Também criticou o modelo de emendas parlamentares, questionou a transparência da reforma tributária e defendeu a ampliação das alianças políticas e a participação dos candidatos nos debates eleitorais. Ele adiantou ainda que pretende convidar Arminio Fraga, ex-presidente do BC, para o Ministério da Fazenda.
O candidato destacou ainda o que chamou de “desordem institucional”, relacionando o cenário à perda de confiança nas instituições e à insegurança jurídica. Ao abordar o sistema político brasileiro, mencionou o termo “cleptocracia” para fazer referência ao que considera práticas de corrupção e apropriação do Estado por interesses políticos.
Na área social, Caiado ressaltou a educação, a evasão escolar e a falta de perspectivas para os jovens, além de defender o combate ao avanço da criminalidade. Também afirmou que é necessário recuperar a capacidade do Estado de oferecer oportunidades e serviços públicos de qualidade.
Na economia e no desenvolvimento, defendeu políticas de longo prazo nas áreas de ciência, tecnologia, inteligência artificial e energia renovável, citando a Embrapa e a Embraer como exemplos de projetos estruturantes. Na política externa, defendeu uma atuação voltada à ampliação dos mercados brasileiros e à diversificação das relações comerciais.
O presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, afirmou que a entidade está promovendo uma série de encontros com candidatos à Presidência para discutir os principais desafios do país. Segundo ele, Romeu Zema e Augusto Cury já participaram das reuniões, enquanto convites foram encaminhados aos outros candidatos. Os eventos são realizados pelo Conselho Político e Social da entidade (Cops), que é presidido por Heráclito Forte.