Foto: Agência Brasil
Conflito no Oriente Médio
Bombardeios de Israel e dos EUA atingem quase 400 estruturas no Líbano e no Irã e ampliam pressão sobre sistemas de saúde
Os ataques a unidades de saúde no Oriente Médio se intensificaram nas últimas semanas, com cerca de 400 estruturas atingidas no Líbano e no Irã. Segundo dados oficiais, 70 unidades foram bombardeadas em território libanês desde o início de março, enquanto mais de 300 equipamentos de saúde foram danificados no Irã.
No Líbano, os bombardeios já deixaram ao menos 42 profissionais de saúde mortos e 119 feridos, além de forçar o fechamento de hospitais e unidades básicas. O sistema de saúde local, já fragilizado, enfrenta sobrecarga para atender milhares de vítimas do conflito.
Autoridades israelenses afirmam que o Hezbollah utiliza ambulâncias e instalações médicas para fins militares, justificando os ataques. Organizações internacionais, no entanto, contestam a falta de provas e alertam para possíveis violações do direito humanitário internacional.
No Irã, o governo local também denuncia danos a centenas de hospitais, ambulâncias e centros médicos, além da morte de profissionais da saúde. Especialistas apontam que o padrão dos ataques pode indicar uma estratégia deliberada de pressão sobre a população civil, em meio à escalada do conflito na região.