Foto: Facebook e arquivo pessoal
Avibras
A aviação tripulada perde espaço para tecnologias mais rápidas e baratas. Diante do novo cenário global, o governo brasileiro sofre pressão para reerguer o polo industrial de defesa e fabricação de míssil
A Avibras tem data para voltar a operar: dia 16. Pelo menos essa é a promessa do vice-presidente Geraldo Alckmin, como diz o Comandante Robonson Farinazzo em recente entrevista ao Canal MyNews. Farinazzo explicou que míssil e drone decidem as guerras modernas, como observamos atualmente nos conflitos da Ucrânia e do Oriente Médio. Consequentemente, as forças aéreas tradicionais perdem o protagonismo. Afinal, os mísseis voam mais rápido, oferecem maior versatilidade e eliminam o risco de morte dos pilotos. Portanto, o Brasil precisa da Avibras para fabricar seu próprio arsenal e evitar a vulnerabilidade no futuro.
Apesar da sua importância vital, a empresa enfrenta uma crise severa. A Avibras acumulou um vasto capital humano e tecnológico ao longo de 60 anos de história. Contudo, as autoridades governamentais largaram a fabricante à própria sorte durante muito tempo. Por causa disso, o Brasil quase perdeu essa capacidade industrial estratégica de forma definitiva. Isso representaria um retrocesso gigantesco para o país. Afinal, os sistemas bélicos automatizados e não tripulados dominam o cenário global e ditam o futuro dos combates.
Felizmente, a pressão constante e a mobilização sindical começaram a reverter esse cenário crítico. As negociações recentes mostram resultados concretos e animadores para os trabalhadores. Além disso, políticos importantes, como o ministro Guilherme Boulos, prometeram ajudar ativamente a reerguer a empresa. No entanto, Farinazzo faz um alerta muito claro. Ele pede que toda a sociedade civil abrace essa causa imediatamente. Ou seja, a população brasileira não deve tratar a salvação da Avibras apenas como uma preocupação exclusiva dos militares.
O cenário internacional envia um aviso inegável para as autoridades brasileiras. O Irã, por exemplo, transformou uma antiga fábrica de helicópteros em uma potência bélica inquestionável. Hoje, os iranianos fabricam mísseis com alcances de até 2.500 km. Assim, essa indústria demonstra o enorme poder de dissuasão dessas novas tecnologias militares.