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diplomacia global
Movimento ocorre em meio à guerra envolvendo o Irã e à pressão internacional por cessar-fogo na região
A China indicou que pretende ampliar a cooperação com a Rússia para tentar reduzir as tensões no Oriente Médio, em meio à escalada da guerra envolvendo o Irã.
A sinalização foi feita durante uma conversa telefônica entre o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o chanceler russo, Sergei Lavrov. Os dois discutiram formas de conter o avanço do conflito e reforçaram a necessidade de uma solução diplomática.
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Segundo Wang, o caminho central para estabilizar a região é interromper os combates. “A maneira fundamental de resolver as questões é alcançar um cessar-fogo o mais rápido possível”, afirmou.
A articulação ocorre às vésperas de uma votação no Conselho de Segurança da ONU, que deve tratar de medidas para proteger a navegação no Estreito de Ormuz — uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo e gás.
Como membros permanentes do Conselho, China e Rússia defenderam uma atuação conjunta com postura “objetiva e equilibrada”, buscando ampliar o apoio internacional para conter a crise, segundo a Agência Brasil.
Do lado russo, o Ministério das Relações Exteriores informou que há alinhamento entre os dois países para acelerar um cessar-fogo e iniciar um diálogo político. Moscou também criticou a atuação de Estados Unidos e Israel no conflito.
A guerra já dura mais de um mês e tem provocado impactos diretos no fluxo de energia global, especialmente no Estreito de Ormuz, o que aumenta a pressão por uma solução rápida para evitar uma escalada ainda maior.