As mortes de 9 civis israelenses e de 3 militares americanos não estavam na conta dos dois países, cujos líderes enfrentam a opinião popular
As ações de retaliação de Irã contra os Estados Unidos e Israel, deixando mortos nesses dois lados, são de alto custo popular e político para os respectivos dirigentes Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Pode até ser que os iranianos não demonstrem muito mais poderio de força, mas o óbito de 9 civis próximo a Jerusalém, após ataque de mísseis de Teerã, e de, pelo menos, 3 militares norte-americanos, já significam derrota particular para dos dois líderes, que enfrentam eleições até o final do ano.
Muito se fala do poder de guerra da república islâmica, que acumularia ainda cerca de dois mil mísseis. Insuficiente para ganhar a guerra com dois tão poderosos adversários, mas que pode promover um acúmulo de tragédia e de vítimas dos EUA e de Israel.
No caso dos americanos, seriam ataques às bases do país na região do Golfo Pérsico. Já em Israel, geograficamente próximo do Irã, são os disparos desses mísseis. Atingir 9 vítimas chega a ser um número excessivo para o poderio de resposta do sistema de defesa israelense. Internamente, é considerado muito gente morta num dia só.
Se Teerã pode ir para um tudo ou nada, é desconhecido. Não teria o que perder. Na verdade, teria. Há uma população de quase 100 milhões no país que depende de estabilidade. Há o risco de Irã atacar os países vizinhos que são próximos dos Estados Unidos e Israel. Os luxuosos e alto prédios de Dubai são alvos teoricamente fáceis.
Por outro lado, Trump fala que os aiatolás querem conversar. Desconhecido se seja verdade. Mas é o melhor para o presidente dos Estados Unidos. Uma guerra ou um problema ali longo, não seria bom. O americano comum não quer saber desse conflito. Quer é sua economia caminhando, o que não está.
Para Israel, foi um ganho a aliança com os EUA nessa empreitada. Mas, com certeza, não esperavam uma desproteção que levaria a 9 mortos num só dia. Há uma incerteza no ar, além dos drones carregados de mísseis a favor da destruição do lado que for.