Irã amplia ofensiva na região e tensão militar expõe racha entre EUA e Reino Unido.
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Ataques iranianos atingem Israel e países do Golfo, enquanto declarações de Donald Trump escancaram desgaste com o governo britânico.
O Irã lançou mísseis balísticos, drones e mísseis de cruzeiro contra Israel e diversos países do Oriente Médio que abrigam bases americanas. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido instalações governamentais e militares em Tel Aviv. Em Beit Shemesh, uma área residencial foi atingida e nove pessoas morreram.
Catar, Bahrein, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Kuwait — todos com presença militar dos EUA — registraram ataques. Omã e Arábia Saudita também foram atingidos. O Ministério da Defesa britânico confirmou que um drone alcançou a base aérea de Akrotiri, no Chipre. Não houve mortos ou feridos, mas parte do efetivo foi retirada.
Explosões foram ouvidas em cidades como Dubai, Doha e Manama. Militares iranianos afirmaram ter usado 15 mísseis de cruzeiro contra uma base aérea americana no Kuwait e embarcações no Oceano Índico. Hotéis e outras estruturas civis também foram atingidos. Em resposta, Estados Unidos e aliados árabes classificaram a ofensiva como “atacar civis e países que não estão envolvidos em hostilidades é um comportamento imprudente e desestabilizador”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom nas redes sociais. “A defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança deles desapareceram”, escreveu, referindo-se ao Irã. Em outra publicação, afirmou: “Eles querem conversar. Eu disse: ‘Tarde demais!’”.
Além da escalada militar, o conflito expôs atritos diplomáticos entre Washington e Londres. Em entrevista ao jornal britânico The Sun, Trump criticou o premiê Keir Starmer por não aderir integralmente à ofensiva inicial. “Nunca pensei que veria isso vindo do Reino Unido”, disse. “É muito triste ver que o relacionamento obviamente não é mais o que era.” Ele também afirmou que Starmer não estava sendo “nada prestativo”.
O governo britânico declarou que “não acredita em mudança de regime por meio de ataques aéreos” e, inicialmente, não autorizou o uso de bases britânicas para os bombardeios. Posteriormente, liberou o uso das instalações para ações classificadas como defensivas.
No terreno, os militares dos EUA confirmaram a morte de quatro soldados e o ferimento de outros cinco em operações relacionadas ao conflito. Três jatos americanos foram abatidos no Kuwait em um episódio apontado como possível fogo amigo; os pilotos sobreviveram. Uma nova frente também foi aberta após o Hezbollah atacar Israel, levando a bombardeios israelenses em Beirute e no sul do Líbano.
O conflito avança pelo quarto dia com impactos regionais e diplomáticos crescentes, ampliando não apenas o alcance militar da guerra, mas também as fissuras entre aliados históricos.