Foto; Agência Brasil
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Em carta aberta publicada nas redes sociais, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país age em legítima defesa e acusou
Em meio à escalada militar entre Irã, Estados Unidos e Israel, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian publicou uma carta aberta direcionada ao povo norte-americano e afirmou que Teerã não vê os cidadãos dos EUA como inimigos. Na mensagem, divulgada nesta quarta-feira (1º), o líder iraniano tentou diferenciar a população americana das decisões adotadas pela Casa Branca no conflito.
“O povo iraniano não nutre inimizade contra outras nações, incluindo o povo da América”, afirmou Pezeshkian, ao defender que essa distinção entre governos e povos faz parte da cultura política e histórica do Irã. Na carta, ele também sustenta que o país não escolheu o caminho da agressão e diz que a reação iraniana está baseada no princípio da legítima autodefesa.
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O presidente iraniano ainda criticou a presença militar dos Estados Unidos no entorno do território iraniano e relembrou episódios históricos que, segundo ele, ajudaram a deteriorar a relação entre os dois países, como o golpe contra Mohammad Mossadegh e o apoio americano a adversários do Irã em conflitos anteriores. Na avaliação de Pezeshkian, essas ações alimentaram a desconfiança dos iranianos em relação a Washington ao longo das décadas.
A carta também cita os efeitos da guerra e das sanções sobre a população civil, com menção aos impactos sobre infraestrutura, saúde e perspectivas de futuro. Pezeshkian questiona se os interesses do povo dos Estados Unidos estão sendo atendidos pela continuidade da ofensiva militar e acusa Israel de empurrar Washington para um confronto cada vez mais profundo com o Irã.
O posicionamento do presidente iraniano foi divulgado no momento em que os ataques combinados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano completam um mês, sem perspectiva concreta de acordo. O conflito já provocou mortes de autoridades importantes do país, afetou o fluxo global de petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz e ampliou a tensão internacional sobre os próximos passos da guerra.