Ataques de EUA e Israel atingem infraestrutura em Teerã enquanto aliados do Irã se limitam a manifestações diplomáticas de apoio. Foto: Arash Khamooshi
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Mesmo com relações com Rússia, China, Turquia e Índia, Teerã recebe apenas apoio diplomático enquanto enfrenta ataques de Estados Unidos e Israel
Apesar de manter relações diplomáticas, comerciais e militares com países como Turquia, Índia, Rússia e China, o Irã tem recebido apenas apoio retórico desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel. Segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, nenhum desses parceiros demonstrou disposição de se envolver diretamente no conflito.
Especialistas apontam que a política externa iraniana sempre priorizou alianças flexíveis e o apoio a milícias regionais, em vez de pactos militares formais com outros Estados. Esses grupos — como Hezbollah, Hamas e milícias apoiadas no Iraque e no Iêmen — também estão enfraquecidos por conflitos recentes e têm capacidade limitada de alterar o rumo da guerra.
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Países que mantêm relações com Teerã preferem evitar riscos maiores. A Turquia, por exemplo, condenou os ataques, mas trabalha para conter a escalada do conflito. Já a Índia mantém relações comerciais com o Irã, porém também tem fortes vínculos estratégicos com Israel.
China e Rússia, parceiros importantes de Teerã, adotaram postura cautelosa. Pequim pediu contenção e sinalizou interesse em mediar o conflito, enquanto Moscou tem defendido o Irã apenas no campo diplomático, evitando confronto direto com Washington e Tel Aviv.
Analistas afirmam que a guerra evidencia os limites do chamado eixo anti-ocidental. Mesmo países que compartilham críticas ao Ocidente não demonstraram disposição de intervir militarmente em defesa do Irã, deixando Teerã praticamente isolado no confronto.