Trump e Netanyahu anunciam morte de Khamenei O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, discursa aos organizadores do Congresso dos Mártires da cidade de Qom, em 30 de outubro de 2022 | Foto: Reprodução/Twitter/@khamenei_ir FATO OU FAKE?

Trump e Netanyahu anunciam morte de Khamenei

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Em Israel já circularia uma imagem do corpo do líder supremo do Irã, que nega a informação; Netanyahu falou Khamenei “não existe mais”

Donald Trump e Benjamin Netanyahu, além da imprensa internacional, anunciaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, está morto. Em Israel, circularia até uma imagem de seu corpo. Autoridades de Teerã não confirmam. O premiê israelense fez o anúncio na TV e o presidente dos EUA fez um post com a notícia. O Irã ainda não se manifestou. Essa informação terá um impacto na geopolítica da região e de consequências das mais variadas.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou em um pronunciamento na TV que Khamenei “não está  mais entre nós”. Agências de notícias estatais do Irã dizem que a principal liderança do país está “são e salvo”, mas não exibiu prova até agora.

Trump disse na sua postagem:

“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”.

O conflito não tem o apoio dos líderes mundiais, que condenam os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em meio a uma negociação de Donald Trump com Teerã para revisão do programa nuclear do país. O presidente norte-americano disse hoje que o Irã é uma ameaça ao povo de seu país, o que é rechaçado por analistas e conhecedores do tema.

Tanto Israel como Estados Unidos terão eleição até o final do ano e Trump e Netanyahu enfrentam avaliação negativa de suas gestões e, para o presidente dos EUA, esse conflito pode piorar a situação. No Brasil, apesar da nota de condenação do Itamaraty sobre o ataque, a discussão, agora, é com o encontro que Luiz Inácio Lula da Silva terá com Trump em março, se terá algum tipo de influência.

 

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