O Brasil aparece entre os países menos impactados pela guerra no Oriente Médio em um ranking com 30 nações, segundo análise da jornalista Míriam Leitão, do Globo. A avaliação considera tanto medidas adotadas internamente quanto características estruturais da economia brasileira.
Entre os fatores que explicam esse cenário estão as ações do governo para conter os efeitos da alta do petróleo, como subsídios e controle de preços. Além disso, o país conta com uma base energética diversificada, com forte presença de biocombustíveis, como o biodiesel, e a mistura de etanol à gasolina, que ajuda a reduzir o impacto direto da alta internacional.
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Outro ponto relevante, destacado por Míriam Leitão, é que cerca de 80% da frota leve brasileira é composta por veículos flex, o que permite ao consumidor alternar entre combustíveis e amenizar os efeitos das variações de preço.
Apesar disso, há limitações. O Brasil está entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo, o que ajuda a reduzir impactos, mas ainda não tem capacidade de refino suficiente. No caso do diesel, por exemplo, cerca de 30% do consumo ainda depende de importações, o que mantém o país exposto às oscilações do mercado internacional.