Trump bombardeia o Irã para atender lobby de Netanyahu, diz Farinazzo Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à esquerda), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à direita), em encontro no salão oval da Casa Branca | Foto: Avi Ohayon/Governo de Israel ISRAEL

Trump bombardeia o Irã para atender lobby de Netanyahu, diz Farinazzo

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Comandante afirma que ataque não responde a uma ameaça real aos EUA, mas sim a compromissos de campanha e pressão de Israel

O que motivou Donald Trump a bombardear o Irã? Segundo o comandante Robson Farinazzo em entrevista ao MyNews, a resposta não é “o quê”, mas “quem”. O analista aponta Benjamin Netanyahu como o principal articulador dessa ofensiva. Trump apenas atendeu a compromissos de campanha firmados com o forte lobby israelense nos Estados Unidos. Na visão de Farinazzo, o Irã nunca representou uma ameaça real aos americanos, mas o presidente preferiu dar um “soco na mesa” para satisfazer seus aliados políticos.

Contudo, os Estados Unidos enfrentaram surpresas desagradáveis logo no primeiro dia de ataques. O Irã reagiu com uma violência que os militares americanos não esperavam. Além disso, o comandante destaca que a força iraniana não depende de navios ou aviões antigos. O país investiu pesado em um programa moderno de mísseis e drones de longo alcance. Essas armas baratas e eficazes podem atingir qualquer capital no Oriente Médio e desafiam a tecnologia bilionária do Pentágono.

Consequentemente, o conflito gera um risco enorme para a economia de todo o planeta. O Estreito de Ormuz é a garganta do mundo, pois 25% do petróleo global passa por ali. Farinazzo explica que o Irã nem precisa bloquear o canal fisicamente. Basta o risco de guerra para os seguros de carga dispararem e travarem o comércio mundial. Por causa disso, o preço do combustível vai subir e a Rússia sairá como a grande vencedora financeira dessa crise.

Portanto, o mundo já vive uma nova Guerra Mundial com vários focos acesos ao mesmo tempo, diz ele. Farinazzo critica duramente a falta de visão estratégica de Trump, que ignora a história e o orgulho do povo persa. Ele acredita que o presidente americano entrou em um atoleiro sem necessidade e sem um plano de saída claro. No fim das contas, essa decisão política pode custar muito caro para a estabilidade internacional e para o próprio futuro de Trump.

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