Amigo é pra essas coisas tão bonitas Foto: divulgação

Amigo é pra essas coisas tão bonitas

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Confira a coluna de Aquiles Reis no site do MyNews

Hoje trataremos do álbum Estava Escrito nas Estrelas (Mills Records), do vocalista, compositor, instrumentista e arranjador Dalmo Medeiros. Meu companheiro de MPB4 há mais de vinte anos, desde que Rui Faria nos deixou, Dalmo é um músico a quem admiro pela excelência de seus múltiplos talentos.

O álbum traz à luz a versatilidade composicional da fera. São onze faixas onde se multiplicam as suas diversas parcerias e predomina a diversidade dos gêneros musicais brasileiros. Com harmonias e melodias sofisticadas, letras sensíveis ou bem humoradas, o repertório do álbum é um exemplo de requinte e esmero musical.

Eis algumas das canções.

            “A Pipa e o Tempo” (Dalmo Medeiros e Cacau Ferreira Castro): bonita música, com bela intro que conta com cellos (Lui Coimbra), flautas (Pedrinho Figueiredo), baixo (Paulo Brandão) e violão (Dalmo), que abrem espaço para as vozes de Dalmo e da boa cantora Elizah solarem ou abrirem vocalizações bem ajustadas. Com arranjo de Paulo Malagutti Pauleira, é uma linda abertura de tampa.

            “Bússola Sem Ponteiro” (Dalmo Medeiros): um pop ainda inédito vem a seguir. Embalado pelo suingue do arranjo de Paulo Brandão e Dalmo Medeiros, o baixo de Brandão, somado à percussão de Marcelo Costa, mais a levada do violão e da guitarra de Dalmo, dão vez à sua interpretação roquenrrol total. Uau!

            “Proibir Pra Quê?” (Dalmo Medeiros e Carlos Pitta): com arranjo de Sergio Farias, mais trombone (Everson Moraes), trompete (Vinicius Lugon) e sax alto (Carlos Malta) somados à percussão de Sidom, ao baixo de Paulo Brandão e ao violão de Dalmo, o frevo ferve. Sobre tal cama, Dalmo e a ótima cantora Priscilla Frade dão-se aos solos e vocais criados pelo próprio protagonista da cantoria.          

            “Kit Bebum” (Dalmo Medeiros e Max Junior) é um samba que rola solto. Dalmo e Max Jr. criaram o arranjo, que traz o próprio Max na programação da percussão, tocando banjo e cavaco. Com o violão de 7 cordas de Carlinhos 7 Cordas, o clima de pagode domina a cena, dividida entre Dalmo e Max.

            “O Vento e o Tempo” (Miltinho e Dalmo Medeiros): eu adoro esta música, e não só porque ela é uma parceria do Dalmo com Miltinho, meu irmão do MPB4, mas porque reconheço na obra uma tal sensibilidade que me emociona. Tendo como base o violão de Miltinho e outros três violões tocados por Sergio Farias, ele que fez o arranjo para o naipe, os dois criaram uma atmosfera de tamanha beleza que as vozes de Dalmo e Miltinho (autor do arranjo vocal aqui) acrescentam pura poesia aos versos. Meu Deus!

Eu lhes afirmo: vale a pena ouvir Estava escrito nas estrelas, o álbum novo de Dalmo Medeiros.

 

Aquiles Rique Reis

Nossos protetores nunca desistem de nós.

 

Ficha técnica: Produção musical: Paulo Brandão e Dalmo Medeiros; direção musical: Dalmo Medeiros, Paulo Brandão, Paulo Malaguti Pauleira e Fábio Girão; engenheiro de som e mixagens: Paulo Brandão; projeto gráfico: Cacau Ferreira Castro.

 

Ouça o álbum:

https://open.spotify.com/album/5T5TfTojvwVqJWdBU66JPm

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