An hourglass sits on a desk next to a laptop. A person is working on the laptop focusing on tasks. The scene shows a work environment with productivity emphasis.
Gabriel tem 23 anos, um mestrado quase pronto nos Estados Unidos e um plano feito pelos pais antes do embarque: estudar, trabalhar no OPT (Optional Practical Training, a autorização de trabalho temporária do estudante) e ficar. Até agosto, o plano tinha um luxo: tempo — o visto não tinha data de validade e, enquanto o […]
Gabriel tem 23 anos, um mestrado quase pronto nos Estados Unidos e um plano feito pelos pais antes do embarque: estudar, trabalhar no OPT (Optional Practical Training, a autorização de trabalho temporária do estudante) e ficar. Até agosto, o plano tinha um luxo: tempo — o visto não tinha data de validade e, enquanto o curso durasse, ele podia ficar.
Isso acaba em 15 de setembro. A nova regra do DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA) encerra a “duração do status” dos vistos F-1 (visto de estudante acadêmico) e J-1 (visto de intercâmbio). No lugar do prazo aberto, uma data fixa no I-94, o registro que define até quando se pode ficar no país: até quatro anos. Precisou de mais tempo? Tem de pedir prorrogação.
Parece burocracia. É estratégia. Para quem vê o diploma como começo, o relógio agora corre à vista. É aqui que entra o EB-5, o green card por investimento: a lei de 2022 permite protocolar juntos o pedido de visto de investidor (I-526E) e o de residência (I-485), com direito a receber autorização de trabalho enquanto o processo anda.
Só que “caminho direto” não é “automático”. Deixar o status vencer antes de protocolar pode empurrar você para o processo consular, fora dos EUA.
O erro mais caro que vejo, em quase dez anos, não é escolher o visto errado. É começar tarde. O sonho não mudou. Mudou o cronômetro.