Flávio Bolsonaro já tem  o seu modelo de “Posto Ipiranga” Senador Flávio Bolsonaro é aconselhado a apresentar nomes de sua equipe econômica ! Foto: Reprodução ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro já tem o seu modelo de “Posto Ipiranga”

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Os cotados para a equipe econômica do filho de Bolsonaro, aconselhado a apresentar logo a equipe que vai cuidar das finanças, se eleito

Flávio Bolsonaro vem sendo aconselhado a apresentar seu time econômico como parte da estratégia de reduzir a rejeição política e eleitoral ao seu nome. Ao escalar o time, Flávio estará repetindo o que Jair fez em 2017, quando, ainda na pré-campanha, disse que Paulo Guedes era o fiador do seu plano de governo na área econômica, sinalizando que ele poderia ocupar o comando do ministério da Economia.

O perfil do “Posto Ipiranga” de um eventual governo Flávio Bolsonaro já está traçado: o desejo do pré-candidato é ter no comando da Economia um dos ex-integrantes da equipe de Jair Bolsonaro.

Neste sentido, três nomes entraram no radar, embora as fontes digam que ainda não há negociação ou mesmo convite para o comando do ministério. O único nome que já está escolhido é de Adolfo Sachsida. como responsável pela elaboração do plano econômico durante a campanha. E no comando das articulações políticas, mas também com atuação na formulação do plano econômico está o senador Rogério Marinho (PL-RN) que é economista e foi secretário especial da Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional de Bolsonaro.

Abaixo o perfil dos cotados para a Economia em eventual governo Flávio.

Adolfo Sachsida: foi secretário de Política Econômica da equipe de Paulo Guedes e ministro de Minas e Energia de Bolsonaro. Tem acompanhado Flávio em reuniões com o mercado financeiro, por isso é visto como potencial ministro da Economia. Tem formação liberal (alinhado à Escola de Chicago). Defende a redução da intervenção do Estado e maior atuação do setor privado, reformas que aumentem a produtividade, abertura econômica e consolidação fiscal por meio de corte de gastos. Disse que iria privatizar a Petrobras se Bolsonaro fosse reeleito em 22. No governo, participou da formulação de medidas de desburocratização, como a Lei da Liberdade Econômica e defendeu políticas de consolidação fiscal, para reduzir a relação dívida/PIB. Estimulou a abertura do mercado livre de energia (que foi mantido por Lula).

Gustavo Montezano: é amigo pessoal de Flávio, eles foram vizinhos quando adolescentes em um prédio na Tijuca. Também acompanhou Flávio em alguns encontros com o mercado. Foi presidente do BNDES na gestão Bolsonaro. Rompeu com a política de “campeões nacionais” do banco de desenvolvimento e redefiniu o foco de crédito para pequenas e médias empresas, especialmente durante a pandemia. É engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia, mestre em Economia e Finanças pelo Ibmec e tem bastante experiência no mercado de capitais. Antes de comandar o BNDES foi secretário adjunto de desestatização na equipe de Guedes. Pessoas próximas a Montezano têm dúvidas se ele deixaria a iniciativa privada neste momento.

Mansueto Almeida: é economista-chefe do BTG Pactual. Foi secretário do Tesouro do governo Bolsonaro, uma gestão de continuidade, já que ele ocupava o posto no governo Temer. Antes de ir para o Tesouro, foi Secretário de Acompanhamento Econômico nas gestões Henrique Meirelles e Eduardo Guardia na Fazenda, também no governo Temer. É autor do “Plano Mansueto” e “Novo Plano Mansueto”, de socorro a Estados e municípios com ajuste fiscal. É economista pela Universidade Federal do Ceará, mestre em Macroeconomia pela USP e cursou o doutorado no MIT. No mercado, há muitas dúvidas se ele aceitaria sair da iniciativa privada para comandar a Economia.

Linhas gerais da gestão

Um eventual governo Flávio deve seguir três eixos: ajuste fiscal, privatizações e reformas setoriais. Nas próximas colunas vamos avançar sobre essas linhas.

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