O imposto de renda não vai acabar e pode ficar mais rígido Imposto de renda 2022. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O imposto de renda não vai acabar e pode ficar mais rígido

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Especialista explica por que o contribuinte precisa entender seu perfil fiscal e alerta para avanço no cruzamento de dados pela Receita

A época de declarar o Imposto de Renda sempre levanta dúvidas, mas um ponto ainda é ignorado por muitos brasileiros: o entendimento do próprio perfil fiscal. Segundo a advogada tributarista Mayra Saitta, esse conhecimento é essencial para evitar prejuízos e tomar decisões mais inteligentes na hora de investir.

De acordo com a especialista, o chamado perfil fiscal não é um conceito formal da Receita, mas uma forma prática de analisar como o contribuinte se comporta como investidor. “Muita gente olha só para o rendimento, mas esquece do impacto do imposto, que pode ser alto e mudar totalmente o resultado final”, explica.

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Ela destaca que a tributação em investimentos pode chegar a 22,5%, o que exige atenção ao prazo, ao valor aplicado e ao tipo de aplicação. Sem esse cuidado, o contribuinte pode acabar pagando mais imposto do que deveria ou tendo um retorno abaixo do esperado.

Outro ponto importante é a obrigatoriedade de declarar todas as informações, incluindo ganhos, perdas e movimentações. Com o avanço da tecnologia, a Receita Federal ampliou o cruzamento de dados e consegue identificar inconsistências com muito mais rapidez, tornando práticas como omissão de renda cada vez mais arriscadas.

Apesar de discussões recentes sobre o fim da declaração, Mayra Saitta reforça que o imposto de renda não vai acabar. O que deve acontecer é um sistema mais automatizado e rigoroso, aumentando a responsabilidade do contribuinte. Nesse cenário, o planejamento tributário deixa de ser opcional e passa a ser essencial para evitar problemas com o Fisco.

 

 

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