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Em relato forte sobre saúde mental, preconceito no mercado e menopausa, a apresentadora reflete sobre os desafios da reinvenção após os 40 anos
A trajetória da jornalista Maria Cândida reúne grande sucesso na televisão e batalhas intensas nos bastidores. Nesse sentido, em um depoimento sincero, ela relembrou o período em que enfrentou quadros severos de depressão entre os 42 e 47 anos. O histórico familiar de transtornos psiquiátricos e o preconceito contra medicações agravaram essa situação. Por isso, a apresentadora enfatizou que a recuperação não depende apenas de força de vontade.
Afinal, condições neurológicas e psicológicas podem incapacitar o indivíduo e exigem acompanhamento médico contínuo. Assim, a crise na saúde mental afetou de forma direta sua carreira. Em 2009, Maria Cândida sofreu uma forte crise de pânico nos bastidores de um programa ao vivo. Portanto, esse episódio forçou o seu afastamento definitivo dos estúdios.
Por causa do afastamento, suas reservas financeiras acabaram rapidamente. Assim, para quitar dívidas acumuladas, ela precisou vender imóveis e veículos. Além disso, ao tentar retornar à televisão, a apresentadora enfrentou a rejeição do mercado. Executivos fechavam as portas e alegavam que o tempo dela na mídia já havia passado, evidenciando o preconceito de idade. Contudo, o recomeço profissional ganhou força em 2017, quando ela aceitou apresentar um programa na TV Aparecida.
Além de resgatar sua confiança na comunicação, a apresentadora encontrou nas redes sociais o verdadeiro divisor de águas. Do mesmo modo, Maria Cândida começou a publicar trechos de entrevistas na internet. Ela construiu uma nova audiência no ambiente digital e reestruturou sua produtora. Atualmente, a jornalista dedica grande parte do seu tempo a causas femininas, com foco no climatério e na menopausa. Hoje busca transformar dores passadas em um novo propósito de vida.