Em entrevista ao MyNews, Glauber apontou envolvimento entre Paulo Magalhães (PSD-BA), relator do processo na Comissão de Ética, e Arthur Lira (PP-AL)
Com um voto pela cassação de seu mandato a ser julgado no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) tem a expectativa de tentar reverter o risco de perder o mandato, e autorizou colegas de partido a articularem conversas nesse sentido.
Em entrevista ao programa Segunda Chamada, do Canal MyNews, Braga reforçou o que disse em sua defesa no conselho e apontou um conluio entre o relator, Paulo Magalhães (PSD-BA), e Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. Ele fala em “tortura institucional”.
“Esse voto do relator já estava contratado numa negociação direta com o Lira. Não sabia a medida da contratação, se seria suspensão, se seria essa tentativa de tortura institucional, que já dura um ano. Ou se seria a cassação, que nos gerou uma indignação. Foi um relatório evidentemente comprado”, disse Glauber.
O deputado atribui a ação contra ele a seu “mandato duro, de enfrentamento político”. Glauber considera sua situação grave, mas diz que está esperançoso.
“Vou atuar com todo o gás, com a faca na boca, entre os dentes para a luta política, para o enfrentamento necessário. O jogo tá difícil, tá dificílimo. Mas acredito que podemos reverter essa situação”.