Alberto Rollo critica minuta do TSE sobre canal ligado a Janones e aponta risco de censura Jornal Do MyNews

Alberto Rollo critica minuta do TSE sobre canal ligado a Janones e aponta risco de censura

Em entrevista ao Jornal MyNews, advogado eleitoral questionou a proposta de derrubar o canal “Exército de Lula” e criticou a atuação do tribunal na reta final da campanha.

00:00
  • Advogado eleitoral Alberto Rollo classificou como inconstitucional a minuta do TSE que pretende fechar o canal “Exército de Lula”, criado por André Janones.
  • A crítica foi feita em entrevista ao Jornal MyNews na sexta‑feira (23) de outubro.
  • Rollo argumenta que o TSE deve definir resoluções eleitorais com antecedência e que a decisão a poucos dias da votação pode configurar censura.
  • Ele alerta que a medida, prevista para ser aplicada 48 horas antes da eleição, viola princípios da Constituição.

A minuta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que prevê a derrubada do canal “Exército de Lula”, criado pelo deputado André Janones, provocou críticas e levantou debates sobre os limites da Justiça Eleitoral. Em entrevista ao Jornal MyNews nesta sexta-feira (23), o advogado especialista em Direito Eleitoral Alberto Rollo classificou a medida como inconstitucional. Além disso, questionou a atuação do tribunal na reta final da campanha.

Advogado questiona atuação do TSE

Para Rollo, retirar canais do ar representa uma intervenção indevida. Nesse sentido, o advogado criticou o momento em que o tribunal discute novas regras para lidar com a comunicação política nas redes sociais.

Segundo ele, o TSE deve estabelecer as resoluções eleitorais com antecedência. No entanto, Rollo questionou a adoção de medidas a poucos dias da votação. A preocupação aumenta quando essas decisões envolvem temas que ganharam grande repercussão durante a campanha.

Além disso, o advogado criticou a possibilidade de disciplinar esse tipo de conteúdo apenas 48 horas antes da votação. Na avaliação dele, a medida pode configurar censura e violar princípios constitucionais.

Justiça Eleitoral e os limites da atuação política

Rollo também demonstrou preocupação com o papel institucional do TSE. Para ele, a Corte corre o risco de ultrapassar suas atribuições e assumir um protagonismo político em decisões sobre a disputa eleitoral.

Nesse contexto, o advogado destacou a composição do tribunal, que reúne ministros de diferentes origens institucionais, incluindo indicações presidenciais. Por isso, defendeu atenção para que as decisões judiciais não se confundam com preferências políticas.

Disputas políticas chegam aos tribunais

Além das críticas ao TSE, Rollo relacionou o cenário eleitoral às tensões que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, as divergências entre integrantes das cortes superiores ganharam maior visibilidade durante estas eleições. Consequentemente, essas disputas também repercutem no debate sobre a Justiça Eleitoral.

Para o advogado, esse ambiente pode comprometer a percepção de imparcialidade das instituições. Por isso, ele defendeu que os magistrados mantenham o compromisso com a Constituição e evitem que disputas políticas interfiram na aplicação das regras eleitorais.

Dessa forma, o debate sobre o canal ligado a Janones vai além da atuação nas redes sociais. A discussão envolve os limites da Justiça Eleitoral, a liberdade de expressão e a segurança jurídica das regras aplicadas durante a campanha.

Relacionados