Bolsonaro deve ser responsabilizado no Brasil e no Tribunal Penal Internacional, diz Witzel Wilson Witzel. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado CPI da Pandemia

Bolsonaro deve ser responsabilizado no Brasil e no Tribunal Penal Internacional, diz Witzel

Ex-governador do Rio afirma que o presidente ignorou pedidos de reunião e tentou responsabilizar os estados pelos impactos econômicos da pandemia

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  • Wilson Witzel declarou na CPI da Pandemia, em 16/03, que foi alvo de perseguição política por investigar o assassinato de Marielle Franco.
  • O ex-governador acusou Jair Bolsonaro de criar narrativa que culpa os governadores pela crise econômica e pelas 450 mil mortes da Covid‑19.
  • Witzel afirmou que Bolsonaro deve ser responsabilizado tanto no Brasil quanto no Tribunal Penal Internacional pelas mortes da pandemia.
  • Ele ressaltou que governadores pediram apoio ao governo federal, mas tiveram solicitações de reunião negadas e sofreram “desamparo” durante a crise.

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou na CPI da Pandemia nesta quarta-feira (16) que foi avo de perseguição política por investigar o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e que Jair Bolsonaro fez uma narrativa para responsabilizar os estados pela crise econômica causada pela covid-19.

“O governo federal, para poder se livrar das consequências do que viria com a pandemia, criou uma narrativa estrategicamente pensada, de que os governadores destruiriam os empregos. Ele sabia que o isolamento social traria consequências. Como tem um país onde o presidente da república não dialoga com governador do estado? O único responsável pelos 450 mil mortes tem nome e endereço”, afirmou o ex-governador.

Witzel destacou que os governadores suplicaram a Bolsonaro por atendimento para enfrentar a pandemia e houve um “desamparo” do governo federal, além de ter pedidos de reunião negados pelo presidente. O ex-governador ainda disse que Bolsonaro deve ser responsabilizado tanto no Brasil quanto no Tribunal Penal Internacional pelas mortes da pandemia.

Para Witzel, seus problemas com Bolsonaro começaram por ter autorizado uma investigação “sem parcialidade” sobre o assassinato de Marielle e que um “tribunal de exceção” o afastou do cargo de governador do Rio de Janeiro. Witzel também sugeriu a quebra de sigilo de seu ex-vice governador, e atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL).

“Eu espero que a ordem democrática seja restabelecida e eu possa retornar [ao cargo de governador], quem sabe o mandante do caso Marielle vai ser descoberto”, afirma Witzel.

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