Comitê da Meta aponta falhas recorrentes no controle de conteúdo eleitoral Foto: reprodução

Comitê da Meta aponta falhas recorrentes no controle de conteúdo eleitoral

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Órgão independente financiado pela empresa critica aplicação excessiva de regras contra fraudes nas contas de anúncios de Lula e cobra transparência e consistência na moderação durante as eleições

O Comitê de Supervisão da Meta apontou, nesta terça-feira (20), falhas recorrentes no controle de conteúdo eleitoral. O órgão também criticou as restrições técnicas impostas às contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Segundo o colegiado, a empresa aplicou suas regras contra fraudes de forma excessiva.

Além disso, os copresidentes afirmaram que uma equipe especializada deveria ter analisado o caso de Lula. O comitê também citou problemas semelhantes nos Estados Unidos. Na ocasião, a Meta removeu contas de ativistas políticos antes das eleições de meio de mandato. Para o órgão, essas medidas podem limitar a expressão política.

O colegiado também cobrou indicadores públicos para avaliar a eficácia da moderação eleitoral. Atualmente, a Meta divulga dados gerais sobre anúncios e contas removidas. No entanto, faltam métricas que permitam identificar falhas e medir os resultados das ações. Por isso, o comitê defende mais transparência e consistência na aplicação das regras.

Criado por iniciativa da Meta e financiado por um fundo independente, o Comitê de Supervisão revisa decisões sobre conteúdo nas plataformas da empresa. Suas decisões sobre casos específicos são vinculantes. Já as recomendações sobre políticas não são obrigatórias, mas exigem uma resposta pública da companhia. No mesmo dia, a Meta negou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) favorecer candidatos e afirmou aplicar as mesmas regras a todos.

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