Estatísticas do MDIC e da Forbes comprovam que o país atingiu o maior volume de vendas externas da história
Durante o debate da TV Globo, uma das falas mais contundentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou os números da balança comercial no centro da disputa política. Ao rebater o adversário e conclamar a audiência a conferir os dados em tempo real, Lula cravou em tom enfático: “Ô, galera, dá um Google aí. Dá um Google no que ele falou. E vocês vão perceber que ele é aquele cara que estuda para decorar e não para saber”.
Além disso, o presidente fez questão de comparar sua gestão com períodos anteriores. Ele afirmou: “Eu duvido que em algum momento do governo do pai dele houve investimento no agronegócio como houve no meu governo. Eu duvido que houve a quantidade de investimento na agricultura familiar que houve no meu governo. Nos quatro anos. Nos quatro anos. Eu duvido que houve um incentivo à compra de máquinas como nós fizemos para a agricultura familiar nesse país. Então, é o seguinte, nunca se exportou tanto nesse país”.
A afirmação de Lula encontra respaldo direto nas estatísticas oficiais do governo federal e em relatórios internacionais divulgados pela Forbes. O Brasil bateu o recorde absoluto de exportações em 2025 dentro da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), iniciada em 1997. Ao longo daquele ano, foram vendidos US$ 348,3 bilhões em produtos nacionais para o exterior, superando a marca anterior de US$ 339,7 bilhões alcançada em 2023.
O ritmo de crescimento continuou forte ao longo de 2026. Entre janeiro e setembro deste ano, os embarques brasileiros totalizaram US$ 284,7 bilhões. Consequentemente, o índice apontou uma alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2025. Trata-se, assim, do melhor resultado da série histórica para os primeiros nove meses de qualquer ano.
A fala do presidente no confronto televisivo vinculou esses recordes comerciais às políticas públicas voltadas ao produtor rural, citando tanto o agronegócio quanto o fomento à agricultura familiar e o acesso a maquinários agrícolas. Ao desafiar os opositores a verificarem o legado econômico, Lula transformou os índices da balança comercial em argumento central de sua retórica de campanha perante milhões de eleitores.