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Corregedor-geral da Corte Eleitoral restabeleceu provisoriamente o canal após decisão de Nunes Marques que determinava sua suspensão a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou decisões divergentes neste domingo (11) sobre o canal “Exército do Lula”. Criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o espaço busca mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Pela manhã, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal até o fim da disputa. A medida atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
À tarde, porém, o corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu os efeitos da decisão. Com isso, determinou o restabelecimento provisório do canal. Além disso, encaminhou o caso ao plenário da Corte, que deverá analisar a questão. Segundo Cueva, a suspensão integral exigiria provas sobre a extensão e a repetição das condutas questionadas. O magistrado também destacou a necessidade de avaliar medidas menos restritivas.
A decisão inicial apontou suspeitas de uso do canal para divulgar, de forma coordenada, informações sabidamente falsas contra um candidato. Além da suspensão, a campanha de Flávio Bolsonaro pediu que a empresa responsável pelo WhatsApp apresentasse dados sobre as mensagens publicadas. Também solicitou informações sobre outros canais criados ou administrados por Janones desde 5 de outubro. Até a suspensão, o “Exército do Lula” reunia cerca de 3,4 milhões de inscritos.
As decisões provocaram reações dos dois lados. Janones e Lula criticaram a suspensão inicial e classificaram a medida como censura. O presidente também questionou a atuação da Justiça Eleitoral. Por outro lado, a equipe de Flávio Bolsonaro elogiou a primeira decisão e contestou sua reversão. Em nota, a campanha alegou favorecimento ao adversário. Agora, o canal permanece restabelecido provisoriamente, enquanto o plenário do TSE não analisa o caso.