MPF propõe ação de improbidade contra Bolsonaro e Wal do Açaí Presidente Jair Bolsonaro acompanhado de seu filho Carlos Bolsonaro, Wal do Acaí e outro homem. Foto: Reproção (Facebook) AÇÃO PROPOSTA

MPF propõe ação de improbidade contra Bolsonaro e Wal do Açaí

De acordo com o MPF, Wal do Açaí foi indicada por Jair Bolsonaro, em fevereiro de 2003, para ocupar o cargo de secretária parlamentar em seu gabinete.

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  • MPF enviou à Justiça Federal em Brasília ação de improbidade contra o presidente Jair Bolsonaro e a ex‑secretária parlamentar Walderice Santos da Conceição (“Wal do Açaí”).
  • A ação, divulgada em 22 de março, solicita condenação por improbidade e ressarcimento de recursos públicos desviados.
  • O MPF afirma que Wal foi indicada em 2003, nunca trabalhou em Brasília e recebeu salários enquanto prestava serviços particulares a Bolsonaro.
  • Segundo a denúncia, Bolsonaro sabia da ausência de Wal no gabinete, mas ainda atestava presença para o pagamento dos salários.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça Federal em Brasília uma ação de improbidade administrativa contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-secretária parlamentar da Câmara dos Deputados Walderice Santos da Conceição, que ficou conhecida popularmente como “Wal do açaí”. A ação foi divulgada nesta terça-feira (22) e pede a condenação dos dois por improbidade administrativa, além do ressarcimento dos recursos públicos desviados.

De acordo com o MPF, “Wal do Açaí” foi indicada por Jair Bolsonaro, em fevereiro de 2003 (quando era deputado federal), para ocupar o cargo de secretária parlamentar em seu gabinete. A mulher permaneceu com o cargo até agosto de 2018, quando foi exonerada depois da publicação do caso na imprensa.

O Ministério Público Federal apontou que Walderice nunca esteve em Brasília e “não exerceu qualquer função relacionada ao cargo”. As investigações mostram que “Wal” e seu companheiro, Edenilson Nogueira Garcia prestavam serviços de natureza particular para Bolsonaro, como cuidados com a casa e com os cachorros do então deputado.

Segundo a ação, Bolsonaro sabia sobre a ausência da funcionária no seu gabinete, mas, mesmo assim, atestava presença para o pagamento dos salários da mulher. O MPF afirma, ainda, que a análise das contas bancárias de Walderice revela movimentações atípicas, como saques quase integrais dos salários em espécie.

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