Presidente do Republicanos sobre fim do 6×1: “ócio demais faz mal” O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom. Congresso

Presidente do Republicanos sobre fim do 6×1: “ócio demais faz mal”

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Deputado Marcos Pereira afirma ter alertado Hugo Motta sobre impactos econômicos e sociais da medida

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que levou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), preocupações sobre a proposta que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1.

Segundo o parlamentar, a discussão não deveria avançar em ano eleitoral. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Pereira disse ter ouvido de Motta que a proposta foi pautada na Câmara após insistência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em tratar do tema por meio de projeto de lei, o que teria motivado o Legislativo a assumir o protagonismo da discussão.

Para o dirigente partidário, a redução da jornada pode afetar a competitividade das empresas brasileiras. Ele argumenta que a maior carga de trabalho estaria associada ao crescimento econômico e critica a ideia de ampliar o tempo livre da população sem aumento de renda.

Na entrevista, Pereira afirmou que o debate sobre lazer só faria sentido caso a população tivesse condições financeiras para usufruí-lo. Segundo ele, a falta de renda poderia levar parte da população a situações de vulnerabilidade social.

O presidente do Republicanos também projetou crescimento da bancada do partido no Congresso Nacional após as eleições de 2026. A legenda aposta em novas candidaturas em estados onde teve desempenho abaixo do esperado em 2022. Entre os principais nomes filiados ao partido está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Pereira avaliou ainda o cenário da direita brasileira e afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocupou espaço político que poderia ter surgido após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar disso, criticou decisões do senador relacionadas à possível pré-candidatura presidencial sem diálogo prévio com outros partidos, o que, segundo ele, pode gerar afastamento entre aliados.

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