“Usar crianças é absurdo”, diz Duda Salabert sobre vídeo de Nikolas Deputado Nikolas Ferreira. Foto: Câmara dos Deputados

“Usar crianças é absurdo”, diz Duda Salabert sobre vídeo de Nikolas

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Vídeo publicado por Nikolas Ferreira no Dia das Crianças mostra crianças fazendo críticas a Lula e ao PT; TSE determinou a remoção por uso inadequado da imagem infantil

Duda Salabert cobra investigação do Ministério Público

Em entrevista, a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) afirmou que acionou o Ministério Público para investigar se Nikolas cumpriu as exigências legais para utilizar a imagem das crianças. Publicado em 12 de outubro, Dia das Crianças, o vídeo apresenta menores fazendo críticas a Lula e ao governo federal sobre segurança, economia e medo do futuro. Para Duda, as crianças aparentam ler ou repetir falas previamente preparadas. “Não estou acusando Nikolas Ferreira de ter cometido um crime, mas meu principal papel é fiscalizar”, declarou.

Deputada defende direito ao esquecimento

Duda ressaltou que não é contra a participação infantil no debate público, mas criticou o uso de menores em disputas partidárias. Ela defendeu mecanismos que permitam às crianças retirar conteúdos da internet caso a exposição provoque constrangimento ou prejudique sua vida adulta. Como exemplo, citou uma iniciativa de sua campanha à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2024, quando crianças apresentaram propostas para melhorar a cidade. Para a parlamentar, ouvir os menores exige respeitar sua espontaneidade e liberdade de expressão.

Caso reacende debate sobre polarização política

Segundo informações do g1 publicadas em 14 de outubro de 2026, o vídeo havia sido removido do Instagram de Nikolas e do canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro, mas permanecia nas contas do deputado no X e no Facebook. Duda também criticou a disseminação de discursos de ódio nas redes sociais e defendeu mais responsabilidade na divulgação de conteúdos com menores. Para ela, crianças devem participar da vida democrática sem se tornarem instrumentos de ataques políticos. O caso evidencia o debate sobre os limites da propaganda política na internet e a proteção dos direitos da infância.

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