Arquivos Amazon - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/amazon/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 08 Mar 2022 15:15:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Por que a Amazon avança no mercado de entretenimento? https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/por-que-a-amazon-avanca-no-mercado-de-entretenimento/ Fri, 28 May 2021 14:55:49 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/por-que-a-amazon-avanca-no-mercado-de-entretenimento/ Big tech adquiriu o estúdio da MGM por 8,45 bilhões de dólares nesta semana

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Se você já se deparou com o rugido de um leão na vinheta do início de algum filme, provavelmente estava diante de algum dos sucessos da MGM. O que você dificilmente poderia imaginar é que o estúdio se tornaria uma peça fundamental da Amazon e seu Prime Video na guerra pelo streaming com gigantes como Netflix e Disney. 

A aquisição da MGM por US$ 8,45 bilhões, trouxe à Amazon um cardápio de mais de 4.000 filmes, dentre eles, franquias como James Bond e Rocky, além de séries que são sucesso de público como “The Handmaid’s Tale”, “Fargo” e “Vikings”.

Este movimento não é o único do mercado. No início deste mês, a AT&T Inc. anunciou a fusão da WarnerMedia com a Discovery Inc. para também impulsionar sua plataforma de streaming, sendo uma das inúmeras séries de fusões que estão abalando a indústria do entretenimento. 

Jeff Bezos e o leão da MGM: uma combinação vantajosa

O isolamento social consolidou novos hábitos de consumo aumentando, e muito, o tempo em ficamos em frente à TV e impulsionando o consumo via streaming. Segundo a Kantar IBOPE Media, o Brasil se destaca em relação à média global quando falamos de consumo de vídeo, sendo que 58% dos usuários de internet assistiram a mais streaming pagos durante os períodos de isolamento.

Diante deste cenário, as empresas de mídia e tecnologia entenderam o potencial desta frente na interação com novos mercados e consumidores e viram aí uma baita oportunidade, como o CEO Jeff Bezos, da Amazon. E, se por um lado o fechamento das salas de cinema trouxe impactos para os lançamentos dos novos filmes da MGM. Por outro lado, o estúdio encontrou neste acordo, possibilidades de escoar sua produção para serviços de streaming, seguindo a tendência do mercado em expansão.

Atenção consumidores! Sua atenção importa neste jogo

Em 2016, Bezos declarou em uma conferência que as pessoas que usam o Prime Video são mais propensas a renovar suas assinaturas a cada ano ou pagar se estiverem em programas de teste gratuitos e até comprarem mais produtos da Amazon.

Entretenimento não é o único conteúdo em que a Amazon fez suas apostas. Há pouco mais de dois meses, em março deste ano, a empresa fechou um acordo com a National Football League pelos direitos exclusivos do Thursday Night Football. O preço estimado foi de US$ 1,2 bilhão por temporada ao longo de 11 anos.

Em ambos os casos, uma variável importante que movimenta o ponteiro é a atenção dos usuários. Os olhos atentos de alguém já valiam muito no universo não digital, ou offline, mas é no universo das telas que comportamentos de consumo se transformam em dados e podem gerar insights que agregam nas tomadas de decisões futuras de qualquer empresa. Se os membros Prime são de fato mais leais ou direcionam mais receita para a companhia, não temos os números, mas este é no mínimo um movimento da indústria que vale acompanhar.

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Deixe a curiosidade ser sua bússola https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/deixe-a-curiosidade-ser-sua-bussola/ Fri, 19 Feb 2021 12:29:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/deixe-a-curiosidade-ser-sua-bussola/ Três lições de Jeff Bezos, fundador da Amazon, uma das empresas mais poderosas do mundo

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Jeff Bezos, o homem que transformou uma livraria online em uma das empresas mais poderosas do mundo, a Amazon, anunciou que deixará o cargo de CEO após quase 27 anos à frente da empresa para assumir a posição de diretor executivo. 

Jeff Bezos, fundador da multinacional Amazon.
Jeff Bezos, fundador da multinacional Amazon. Foto: Seattle City Council (Domínio Público).

Com um portfólio abrangente de soluções, a companhia emprega atualmente 1.3 milhão de pessoas e é considerada uma das mais valiosas do mundo, chegando a US$1.7 trilhão de valor de mercado estimado. Apesar de enfrentar desafios regulatórios, com investigações sobre suas práticas competitivas, a Amazon conseguiu agitar o mercado e quase todas as indústrias relacionadas a ela, indo da computação na nuvem ao streaming, passando pelo e-commerce.

Receita anual da Amazon em milhões de dólares. Fonte: macrotrends.net

A gestão de Jeff Bezos possui valores sólidos que podem ser aplicados para boa parte das indústrias, trago alguns exemplos:

Seja ágil

Velocidade é imprescindível nos negócios e o fator mais importante é a agilidade na tomada de decisão. Isso não significa fazer uso de decisões padronizadas, significa entre outros, não ter que esperar todas as informações desejadas para seguir com um plano. 

Por isso, inclusive, Bezos defende que a flexibilidade para assumir riscos é importante. Se você consegue reconhecer decisões erradas com rapidez, poderá ajustar ao longo do percurso ao invés de esperar uma decisão supostamente perfeita, “estar errado pode custar menos do que você pensa, enquanto ser lento custará caro com certeza“.

Cliente em primeiro lugar

Existem diversas estratégias que podem ser o centro de um negócio: concorrência, produto ou tecnologia. No entanto, o foco obsessivo no cliente sempre foi considerado um dos pilares principais na filosofia Amazon.

Bezos conta uma história em que recebeu uma carta que um cliente dizia: “Talvez você não entenda seu negócio. Você ganha dinheiro quando vende coisas“. E ele pensou: “Não ganhamos dinheiro quando vendemos coisas; ganhamos dinheiro quando ajudamos os clientes a tomar decisões de compra“. Este foi o cerne de suas tomadas de decisão ao longo dos anos na empresa.

Ao compreender a necessidade de seus clientes e colocá-las como pilares para a tomada de decisões difíceis e estratégicas, a Amazon inovou em seus produtos mantendo premissas de ótimo preço, variedade e rapidez de entrega, por exemplo.

Fazendo essa roda girar, ela compreendeu que quanto mais pudesse crescer e reduzir custos, mais clientes poderia atender gerando como consequência, mais demanda para a própria empresa.

Seja Experimental

Embora as pessoas não gostem de errar, as falhas são um fator fundamental para construção de um caminho inovador.

Jeff Bezos sempre reforçou a importância de ser experimental e ter disposição para correr riscos se quiser ser inédito em algo, o que também se constrói através da cultura empresarial. Pessoas inovadoras existem apenas em organizações em que os erros também são vistos como fonte de aprendizado (nem todos os erros, apenas os que buscam inovação). Este ingrediente é fundamental para gerar diferencial nas organizações perante seus concorrentes.

Na carta aos empregados que anuncia sua decisão de deixar o cargo, Jeff Bezos conclui com a mensagem: “Continue inventando e não se desespere se a ideia parecer maluca. (…) Deixe a curiosidade ser sua bússola.

Não há uma fórmula que leve uma empresa a se tornar referência em sua vertical, mas sim uma combinação de fatores que diferencia sua história de outras que não fizeram algo inovador. As conquistas da Amazon nos últimos anos não deixam dúvidas sobre o sucesso dos valores adotados na gestão de Jeff Bezos e seu legado para o mercado.

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Jeff Bezos deixará cargo de CEO da Amazon https://canalmynews.com.br/mais/jeff-bezos-deixara-cargo-de-ceo-da-amazon/ Wed, 03 Feb 2021 22:25:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/jeff-bezos-deixara-cargo-de-ceo-da-amazon/ Bezos fica no cargo até o terceiro trimestre. Executivo Andy Jassy será o substituto

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Jeff Bezos, fundador, presidente e CEO da Amazon, uma das cinco maiores e mais importantes empresas multinacionais de tecnologia, anunciou que irá deixar a liderança da companhia. Andy Jassy, executivo líder do setor de serviços de computação em nuvem da organização, uma das áreas mais lucrativas, foi o indicado para assumir o posto.

Ao longo dos últimos 27 anos, Bezos construiu um verdadeiro império, dentro e fora da Amazon, e chegou a conquistar, em agosto de 2020, o título de homem mais rico do mundo, após ter sua fortuna estimada em US$ 202,1 bilhões pela Forbes – a capitalização de mercado da organização é de US$ 1,7 trilhão (Bezos possui pouco mais de 11% das ações).

Em carta enviada a todos os colaboradores, o ex-dirigente explicou que pretende, agora, “concentrar energias e atenção em novos produtos e outras iniciativas”. Em outro trecho, rememorando a fundação da companhia na garagem de sua casa em Albuquerque, Estados Unidos.

“A Amazon era apenas uma ideia e não tinha nome. A pergunta que me fizeram com maior frequência naquela altura foi: ‘O que é a Internet?’ Felizmente, não tenho que explicar isso há muito tempo”, afirma Bezos.

“Hoje empregamos 1,3 milhões de pessoas talentosas e dedicadas, atendemos centenas de milhões de clientes e empresas e somos amplamente reconhecidos como uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo”, complementou.

Tendo a inovação como diretriz organizacional, ele diz na mensagem não conhecer “outra empresa com um histórico de invenções tão positivo como o da Amazon e acredito que estamos no nosso momento mais criativo. Espero que estejam tão orgulhosos da nossa criatividade como eu estou”.

Por fim, esclareceu sobre a continuidade na gestão da empresa, na qual assumirá um dos altos cargos administrativos, além da necessidade pessoal de dedicar mais tempo a negócios paralelos.

“Ser o CEO da Amazon é uma responsabilidade profunda e desgastante. Quando tens uma responsabilidade como essa é difícil colocar atenção em qualquer outra coisa. Como presidente executivo, continuarei envolvido em iniciativas importantes da Amazon, mas também terei tempo e a energia de que preciso para me concentrar no Fundo do Day 1, no Bezos Earth, Blue Origin e no jornal The Washington Post”, finalizou.

O próximo passo

A psicóloga especialista em desenvolvimento humano Flávia Camanho analisa a decisão.

“Um dos grandes desafios é a decisão do momento certo para a sucessão; saber quando você está pronto, quando você deixou o seu legado, sua marca, trouxe sua contribuição… Outro grande indicador é a preparação do sucessor, que deve responder as perguntas ‘há alguém pronto para assumir essa cadeira?’, ‘construí uma história que tem outros líderes capazes de dar continuidade ao projeto?’”.

Bezos vem preparando Jassy há alguns anos, direcionando-o para a árdua missão de encontrar o próximo negócio multibilionário da empresa. Atualmente, a Amazon impõe domínio sobre o mercado de compras online e de expansão no varejo físico, além da produção de filmes e séries através da plataforma de streaming Amazon Prime Video.

Jeff Bezos, fundador da multinacional Amazon.
Jeff Bezos, fundador da multinacional Amazon. Foto: Seattle City Council (Domínio Público).

Mesmo ciente de sua resolução, Bezos ponderou profundamente sobre o tema. Camanho ressalta que “as pessoas sempre demoram muito para tomar essa decisão, para ter a clareza que está na hora de passar o bastão. Por outro lado, o sucessor do fundador, no caso Andy Jassy, vai estar em uma situação complicada, pois sempre terá a sombra desse grande empreendedor”. Entre risos completou: “o segundo sempre está fadado ao insucesso, porque sempre será comparado com a figura do criador do negócio”.

Em uma empresa como a Amazon, no entanto, o fracasso parece estar fora de cogitação, e Jassy foi bem instruído.

“Tem gente que, de pequeno, apresenta um tino para a liderança, talvez por ter impacto e influência, características fortes desse perfil, mas um líder se transforma, formando-se ao longo do tempo. Acredito que a liderança é um processo contínuo, de construção”, afirmou a psicóloga.

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Sabemos como lidar com a nossa dependência das big techs? https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/sabemos-como-lidar-com-a-nossa-dependencia-das-big-techs/ Fri, 18 Dec 2020 12:22:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sabemos-como-lidar-com-a-nossa-dependencia-das-big-techs/ O mundo foi para o Google pesquisar o que fazer quando o Google deixa de funcionar. Ficamos sem resposta

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Não há dúvidas de que a tecnologia ajudou a construir uma nova realidade em meio à pandemia digitalizando ainda mais o mundo.

Aprendemos a consumir vídeo online em outra escala. O setor de educação se reinventou por meio do homeschooling. Seis em cada dez organizações aceleraram suas transformações digitais neste ano, segundo um estudo da IBM.

Tantos outros passos que seriam dados ao longo de anos foram possibilitados pelos recursos oferecidos por empresas que contamos na ponta dos dedos: Amazon, Google, IBM, Facebook, Zoom e mais uma meia dúzia.

Google é uma das big techs com forte presença em nosso cotidiano
Google é uma das big techs com forte presença em nosso cotidiano.
(Foto: Unsplash)

Foram diversas conquistas e poucos atores que pavimentaram tecnicamente estes caminhos. E mais, em meio ao furacão, nem nos demos conta disso.

Como seres humanos, tendemos a notar a presença e dependência de algo em nossas vidas na escassez deste recurso e, via de regra, buscamos alternativas somente no momento da crise.

Em 2018, a greve dos caminhoneiros alertou o país para a alta dependência que a economia tem do transporte rodoviário de carga. O que parte da população fez? Buscou alternativas. Ainda que muito aquém do poder de resolução do problema, o uso de bicicletas compartilhadas aumentou em diversas capitais como forma de lidar com a crise de abastecimento de combustíveis trazida pelo movimento.

Avançando para o setor de tecnologia, quando a justiça ameaçou bloquear o WhatsApp por 72h, em 2016, diversas pessoas logo buscaram outras formas para poderem se comunicar. O Telegram surgiu como nova possibilidade batendo seus recordes de buscas nos últimos 5 anos, de acordo com os dados do Google Trends.

E foi assim que o mundo todo renovou o seu olhar sobre este tema no dia em que os serviços do Google ficaram fora do ar por pouco tempo: 45 minutos, segundo a empresa.

Escolas deixaram de funcionar, empregados de trabalhar, vídeos online de serem consumidos. Isso para não falar dos tantos outros impactos que afetaram não apenas um país, mas o globo. O mundo foi para o Google pesquisar o que fazer quando o Google deixa de funcionar. Ficamos sem resposta.

Falhas assim ocorrem com alguma frequência. Em novembro deste ano, quando os servidores da Amazon ficaram fora do ar, parte da internet também foi comprometida, atingindo até o site do metrô de Nova Iorque. Problemas com a tecnologia da IBM também causaram impactos no setor financeiro há poucos dias no Brasil.

Quando este sintoma é exposto, voltam com força os argumentos dos órgãos que regulam a concorrência neste segmento. As big techs são constantemente alvo de acusações de monopólio e práticas anticompetitivas. Todas elas, em alguma instância, respondem nos tribunais em uma luta de pesos pesados.

De um lado, são acusadas de violar as práticas que garantem a saúde do mercado em que se inserem, por outro, se defendem alegando que as acusações são infundadas, possuem viés político e que o uso das tecnologias é uma escolha do usuário e não obrigação.

Um fato inegável é que estas tecnologias caminharam numa velocidade muito superior a qualquer regulamentação ou compreensão dos seus papéis em nossas vidas. Os jovens empreendedores do Vale do Silício cresceram, e muito, mudando o centro gravitacional do que entendemos por tecnologia.

Assim, à medida que a conversa amadurece e compreendemos as possibilidades de cada caminho, avançamos com ações mais concretas. Um paralelo tem acontecido com o uso de dados feito por estas mesmas empresas. Anos e anos amadureceram a questão, trouxeram mais regulamentações e uma sociedade mais consciente sobre o tema. O mesmo com as Fake News.

Ambos são temas bastante controversos, mas são estes atritos e uma sociedade mais versada sobre o tema que ajuda a modelar o percurso da indústria para caminhos sustentáveis e saudáveis, tanto para sociedade como para as empresas.

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