Arquivos Bitcoin - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/bitcoin/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Sun, 19 Jun 2022 17:11:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Sanções à Rússia podem impulsionar movimentações com criptomoedas https://canalmynews.com.br/economia/sancoes-internacionais-a-russia-podem-impulsionar-movimentacoes-com-criptomoedas/ Sat, 26 Feb 2022 18:51:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24794 Para escapar dos embargos comerciais, russos podem optar por realizar transações com ativos digitais, que operam fora da jurisdição das instituições financeiras tradicionais.

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Desde que a invasão russa à Ucrânia foi efetivada, governos de todo o mundo – ao menos as principais potências econômicas, com exceção da China – se posicionaram contrários à movimentação coordenada pelo presidente Vladimir Putin. Como medida de retaliação imediata, uma série de sanções internacionais foram impostas sobre a Rússia, organizadas principalmente pelos Estados Unidos.

Na quinta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, defendeu a exclusão da Rússia do Swift, sociedade que representa o sistema bancário global, utilizada por mais de 11 mil instituições financeiras para enviar ordens de pagamentos. Em seu perfil no Twitter, Kuleba afirmou que não seria diplomático quanto a essa questão, tendo em vista que “todos os que agora duvidam se a Rússia deve ser banida da SWIFT precisam entender que o sangue de homens, mulheres e crianças ucranianos inocentes também estará em suas mãos”.

Ao passo que a interdição russa ao sistema bancário vinha à tona no xadrez geopolítico, analistas do mercado financeiro passaram a questionar a necessidade da punição monetária, uma vez que a Rússia é um dos principais agentes, em escala global, do segmento de criptomoedas.

Moedas digitais como o Bitcoin se tornaram realidade no mundo globalizado que vivemos.

Moedas digitais como o Bitcoin se tornaram realidade no mundo globalizado. Foto: Reprodução (Pixabay)

As sanções provenientes dos EUA e da UE são estritamente dependentes das instituições financeiras tradicionais para que possam ser cumpridas – se uma companhia ou pessoa física, por exemplo, desejar realizar uma transação denominada em moedas tradicionais, como dólares ou euros, é responsabilidade do banco sinalizar e bloquear essas transferências. No entanto, como as moedas digitais operam fora do domínio do Swift e de bancos padrões, com transações registradas em um livro público conhecido como blockchain, as operações estão amplamente liberadas.

O Tesouro dos EUA já está bem inteirado desse impasse. Em um relatório publicado de outubro, as autoridades estadunidenses alertaram que os criptoativos “reduzem potencialmente a eficácia das sanções americanas” ao permitir que maus atores mantenham e transfiram fundos fora do sistema financeiro tradicional. “Estamos atentos ao risco de que, se não forem controlados, esses ativos digitais e sistemas de pagamentos possam prejudicar a eficácia de nossas sanções”, declarou parte do documento.

Em contrapartida, é preciso ressaltar que driblar as sanções internacionais utilizando moedas digitais é um empreendimento extremamente dificultoso. É difícil adquirir bens e produtos com criptomoedas, especialmente itens maiores, com grandes volumes. A título de exemplo: um exportador de alimentos no Mato Grosso aceitará criptomoedas que operam diariamente sob forte volatilidade ou optará pelo dólar estadunidense, considerado a moeda de reserva mundial?

Recurso de reserva

Guilherme Assis, co-founder e CEO da plataforma de gestão de investimentos Gorila, explica que a Rússia é, de fato, um player importante no segmento cripto, mas que isso não significa que a economia russa irá operar com base nesses ativos.

“A gente viu, depois da invasão, o Bitcoin caindo, as criptomoedas sofrendo, mas já tendo melhoras ao longo do dia… Podemos sim ver algum impacto, uma vez que a Rússia é um player relevante, mas tudo vai depender de como o conflito irá evoluir. Não acredito que a guerra irá derrubar o Bitcoin ou torná-lo um grande refúgio de curto prazo para o mundo; a tese toda de cripto vai seguir com um pouco mais de volatilidade do que vimos na quinta [dia da invasão]”, elucidou Assis.

A distância do comércio mais popular (afastado dos meios estritamente online) e a alta volatilidade são apenas alguns dos pontos que pesam na balança geopolítica da Rússia. Para Assis as criptomoedas não são um safe heaven, “como o ouro e os títulos do tesouro norte-americano”. “Logo depois da invasão, o ouro amanheceu subindo muito e as criptos, na contramão, caindo muito; e conforme os mercados foram se acalmando, o ouro foi voltando ao padrão. Então, não é uma corrida… Para o setor de criptos não há o denominado ‘flight to quality’. Na hora do aperto, os investidores vão para dólar e para ‘treasure’”, complementou.

Sob perspectivas de consolidação, o momento, no entanto, não deixa de ser crítico para os ativos digitais. O economista do TC Matrix Fabrício Silveira explica que muitos analistas e agentes do mercado projetam as criptos (sobretudo o Bitcoin) como um recurso de reserva: “Há uma expectativa sobre o Bitcoin de que ele seja uma reserva de valor. Mas, sobretudo pelo comportamento da cotação, as criptomoedas mostram uma volatilidade elevada… Esse momento vai ser um verdadeiro teste para provar o desempenho desse mercado. Dependendo de como esse conflito avançar – caso seja mais longo – precisaremos ficar atentos a como essas criptos vão se comportar, para justamente ver se elas vão servir como um substituto ao ouro, por exemplo”.

 

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Criptomoedas: mercado digital, riscos e oportunidades de investimentos https://canalmynews.com.br/mynews-investe/criptomoedas-mercado-digital-riscos-e-oportunidades-de-investimentos/ Fri, 21 Jan 2022 17:39:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23152 Há mais de 12 anos no mercado, as moedas digitais extrapolaram o universo online e se sustentam como uma interessante alternativa de investimento

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Talvez você não tenha se dado conta, mas já se vão mais de 12 anos desde que as criptomoedas estão por aí, encabeçadas pelo Bitcoin. Entre os que amam e os que odeiam essa alternativa de investimentos e até de compras em alguns países, as criptomoedas vêm se sustentando e passando pela prova do tempo como algo que realmente veio pra ficar.

Atualmente, há um valor de mercado nas moedas digitais próximo a US$ 2,1 trilhões, envolvendo cerca de 15 mil criptoativos. As operações com moedas digitais, particularmente os Bitcoins, aumentaram de forma exponencial nos últimos 12 meses. Nos EUA, dezenas de bilhões de dólares circulam praticamente livres pela criptoesfera, onde atua o blockchain, uma espécie de livro contábil compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações bem como o rastreamento de ativos em criptos.

Mas o “mundo cripto” já existia muito antes de se tornar conhecido. Com avanço tecnológico, as moedas digitais se tornaram realidade no mundo globalizado que vivemos. A ideia de não ter mais intermediários nas negociações, principalmente governamentais, como no sistema tradicional, alimentou muitos os fãs da tecnologia, porém era algo ainda restrito a pessoas que tinham, além de acesso, conhecimento sobre esse mundo. Com o passar dos anos e a popularização da internet, a distância entre aquele mundo, frequentado apenas por nerds e distante do cidadão comum, vem diminuindo.

Alexandro Piske, especialista no mercado financeiro e um dos responsáveis pelo Cryptogroup

Alexandro Piske, especialista no mercado financeiro e um dos responsáveis pelo Cryptogroup. Foto: Reprodução (Arquivo)

Colaborou muito para isso o interesse dos Estados Unidos pelas criptomoedas. A maior economia do mundo estimulou a aceitação das moedas digitais em grandes países, em vez de tentar combater. O que era visto por muitos como uma terra sem lei, é hoje aceito em todo o mundo e já faz parte e influencia a vida de bilhões de pessoas.

Até mesmo ao investidor comum, que pouco conhece esse mercado, hoje há opções de investimento em criptomoedas no Brasil, desde fundos até alternativas em instituições financeiras e grupos de investidores independentes.

Mas há riscos que precisam ser considerados pelos investidores. Entrar para esse mundo hoje exige cuidados, além de conhecer as características das moedas digitais, evitando fraudes ou perdas inesperadas. O mercado de criptomoedas é extremamente volátil, como a renda variável tradicional.

Com pouco mais de 12 anos em vigor, ainda se discute a regulamentação do ecossistema, o que dá margem a golpes. Importante sempre buscar instituições conhecidas que oferecem esses investimentos.

Por outro lado, há algumas vantagens importantes, como a oportunidade de internacionalizar a carteira de investimentos, pois o mercado de cripto ocorre em dólar. Além disso, em relação ao patrimônio acionário global, o mercado de criptos ainda tem bom potencial de crescimento.

O sistema financeiro tradicional e o mundo cripto coexistem atualmente de forma independente, mas são cada vez mais parte um do outro. A maior prova de que os nerds estavam certos (talvez não pela extinção do mundo analógico, mas sim pela disrupção tecnológica) é justamente a crescente aceitação de fundos, gestores e grandes instituições frente principalmente ao Bitcoin. Portanto, é bom o investidor estar preparado para um futuro cada vez mais dominado pelas moedas digitais.

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Quem é Alexandro Piske?

Alexandro Piske é especialista no mercado financeiro e um dos responsáveis pelo Cryptogroup, lançado pelo grupo SST, que reúne mais de 100 mil investidores independentes.

 

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Preço do Bitcoin sobe e chega perto da máxima histórica https://canalmynews.com.br/mynews-investe/preco-bitcoin-sobe-chega-perto-maxima-historica/ Fri, 15 Oct 2021 22:27:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/preco-bitcoin-sobe-chega-perto-maxima-historica/ Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos pode autorizar já na próxima semana fundos indexados (ETFs) vinculados à criptomoeda

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O Bitcoin “sextou” bonito e pegou o elevador. A criptomoeda voltou a cruzar a barreira dos US$ 60 mil e foi negociada nesta sexta-feira (15) por quase US$ 62,5 mil. Um valor bem perto de sua máxima histórica, de US$ 64,8 mil, registrada em abril deste ano.

Tamanha euforia dos investidores tem uma explicação. É que a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos estuda a possibilidade de autorizar fundos indexados (os ETFs) vinculados à criptomoeda. Essa autorização pode acontecer já na próxima semana, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

Bitcoin
Apesar de volátil, o Bitcoin pode ser uma boa opção para quem quer diversificar a carteira de investimentos/Imagem: Pixabay

A entrada dos ETFs de Bitcoin no mercado norte-americano deve ajudar na legitimação da criptomoeda aos olhos do mercado global, já que a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos é usada como referência por órgãos reguladores de muitos países.

Enquanto nos Estados Unidos ainda se espera a entrada do Bitcoin na Bolsa, o Brasil já possui ETFs da criptomoeda, que foram lançados este ano pela B3. O pioneiro foi o QBTC11, lançado pela QR Asset em junho. Só neste mês já teve uma variação positiva de 40,45%.

Já o Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price Fundo de Índice (BITH11) é o primeiro ETF verde do segmento e busca neutralizar as emissões de carbono resultantes da mineração do Bitcoin. A variação em outubro também passa dos 40%.

Bolsa de Valores tem novo horário a partir de 8 de novembro

Seja para negociar Bitcoin ou outro ativo, os investidores terão que ficar de olho no novo horário da Bolsa de Valores. A partir de 8 de novembro, o pregão regular vai ocorrer das 10h até as 18h, pelo horário de Brasília. A mudança será feita para o mercado nacional se adequar ao término do horário de verão nos Estados Unidos, que acontece em 7 de novembro.

Se não houvesse a mudança, passaria a existir uma diferença de uma hora entre os horários de fechamento das bolsas de Nova York e de São Paulo. Com o novo horário, a B3 deixa de ter o after market para o mercado de ações, que atualmente ocorre até as 18h. A exceção será no dia de vencimento de opções, em que haverá negociações pós-mercado.

Assista ao MyNews Investe, de segunda à sexta, no Canal MyNews, e fique por dentro das principais notícias de economia e sobre o mercado financeiro. Apresentação de Thais Skodowski

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Golpes frequentes com criptomoedas dão má fama a ativo https://canalmynews.com.br/mynews-investe/golpes-frequentes-criptomoedas-dao-ma-fama-a-ativo/ Thu, 26 Aug 2021 23:37:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/golpes-frequentes-criptomoedas-dao-ma-fama-a-ativo/ Ney Pimenta, CEO da BitPreço, avalia que mercado atual está perdendo com golpes e dá dicas de como investir em criptomoedas

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Na última quarta-feira (25), a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Kryptos, que investiga a suspeita de pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas. A PF acredita que as fraudes podem ter movimentado bilhões de reais.

Um dos principais alvos da operação era Gaidson Acácio dos Santos, dono da empresa GAS Consultoria Bitcoin. Em sua casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a PF apreendeu R$ 13,8 milhões em espécie.

A promessa de Gaidson era de 10% ao mês em investimentos em bitcoins, mas segundo a força-tarefa a GAS nem reaplicava os aportes de criptomoedas dos investidores. Muitos dos clientes da consultoria de bitcoin eram de Cabo Frio, Região dos Lagos Fluminense, que recentemente ganhou o apelido de Novo Egito, por causa das pirâmides financeiras.

Além da GAS Consultoria Bitcoin, pelo menos dez empresas que oferecem investimentos com lucro alto e rápido na cidade são alvo de investigação. Ainda de acordo com a PF, a operação apreendeu R$ 150 milhões em criptoativos, que serão liquidados e ficarão à disposição da justiça, além de 21 veículos de luxo, relógios de alto padrão, joias, valores em moeda estrangeira e documentos.

O MyNews Investe falou com o CEO da BitPreço, Ney Pimenta, que disse que esse tipo de esquema que tem acontecido cada vez mais envolvendo criptoativos, principalmente as bitcoins, faz com que muitas pessoas achem que criptomoedas sempre estão atreladas a golpes.

“Isso é muito triste e no mercado de criptomoedas ele tem sido muito explorado, por conta dessa ilusão que se tem de gente que investiu em bitcoin e se tornou rico da noite para o dia – o que não é verdade mais. Esse desconhecimento da tecnologia é muito mais fácil para os golpistas fazerem um discurso de ‘deixa o dinheiro comigo que eu mexo e invisto para te deixar rico’. Atualmente, isso é péssimo para o nosso mercado de criptomoedas; o pessoal começa conectar criptomoedas com golpes, com coisas erradas” , argumenta o CEO da BitPreço.

Como o mercado de criptomoedas ainda não é regulado, isso facilita com que os golpes aconteçam. Para fugir desse risco, Ney Pimenta dá dicas de como investir de forma segura em criptoativos.

“Escolher uma corretora e verificar se ela já está há um tempo no mercado, se tem boas referências, tem sites de reclamações. Você pode verificar se a empresa tem trabalhado bem no mercado; evitar as menores, as muito pequenas. Eu sugeriria procurar bem, estudar as que estão há pelo menos uns dois ou três anos no mercado. É muito importante dar uma estudada para ver onde você vai aplicar e fazer suas compras de moedas”, alerta.


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Golpes financeiros: “Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade” https://canalmynews.com.br/mynews-investe/golpes-financeiros-se-e-bom-demais-para-ser-verdade-provavelmente-nao-e-verdade/ Fri, 13 Aug 2021 15:07:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/golpes-financeiros-se-e-bom-demais-para-ser-verdade-provavelmente-nao-e-verdade/ Superintendente da CVM explica que maioria das vítimas de golpes financeiros buscam mais rentabilidade e apostam em produtos aparentemente inovadores

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Busca por maior rentabilidade, procura por produtos financeiros inovadores e apetite por oportunidades melhores que o padrão. Esses são os ingredientes que levam a maior parte das vítimas de golpes financeiros a caírem em fraudes que, cada vez mais, usam criptomoedas para atrair investidores. A avaliação é de José Alexandre Vasco, superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, em entrevista do MyNews Investe.

“Essas pessoas que estão atraídas por novidades e inovações naturalmente são mais influenciadas por temas novos e muitas vezes difíceis de compreender, porque enxergam ali uma oportunidade de sair na frente, de conseguir ter uma rentabilidade maior do que um produto tradicional”, explica ele.

Segundo pesquisa feita pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão responsável pela regulação do mercado de capitais, 91% das vítimas de golpes financeiros são homens. Entre os participantes do estudo, a maior parte cita as criptomoedas (43%) como o investimento que levou à fraude. Na sequência, estão produtos mais complexos como Forex (29,8%) e opções binárias (16,9%).

De maneira geral, as fraudes chegam até a vítima por meios conhecidos. Segundo a pesquisa, metade das vítimas conhecia o golpista de alguma forma – 28,1% a conheciam pessoalmente e 21,9%, indiretamente. Os meios de divulgação dos golpes também costumam ser mais direcionados:  27,5% das vítimas receberam a proposta por meio do WhatsApp e 19,7% a partir da divulgação do boca-boca.

Vasco destaca que a propagação mais direcionada dos golpes acabam contribuindo para uma aparência de confiabilidade. “Há a aparência de regularidade quando vem de uma fonte confiável, conhecida. Muita gente não consegue entender direito no que está investindo e também fica um pouco atraído por essa novidade”, afirma ele.

Sobre o crescimento das fraudes envolvendo a oferta de moedas digitais, ele lembra que esse é um movimento que tem acontecido no mundo, mas tomado maiores proporções no Brasil. “É um fenômeno mundial e que no Brasil adquiriu uma intensidade maior. Nós sabemos disso porque integramos uma força-tarefa junto da IOSCO (Organização Internacional de Valores Mobiliários ) para proteção de investidores”, explica Vasco.

Assista à integra do MyNews Investe, com apresentação de Juliana Causin. De segunda à sexta, no Canal MyNews

Segundo o superintendente da CVM, o momento de pandemia acabou favorecendo a oferta de fraudes envolvendo produtos digitais. “No mundo inteiro durante a pandemia houve um crescimento das ofertas irregulares, seja esquemas ponzi, sejam pirâmide. No Brasil a gente já vinha percebendo essa essa tendência desde 2014”, acrescenta.

Para Vasco, alguns sinais importantes podem ajudar os investidores a identificarem ofertas que sejam fraudulentas. A promessa de ganhos exorbitantes e pressão dos golpistas para uma decisão são elementos comuns nos golpes. “É melhor buscar investir naquilo que você consiga entender minimamente. Não precisa ser um especialista, mas você precisa ter uma compreensão de como aqueles recursos que você está entregando ao ofertante vão gerar o retorno que promete”, diz.“Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade”, lembra ele.


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Como investir em criptomoedas na Bolsa de Valores https://canalmynews.com.br/mynews-investe/como-investir-criptomoedas-bolsa/ Fri, 13 Aug 2021 13:38:24 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-investir-criptomoedas-bolsa/ Com chancela de grandes investidores como Luiz Stuhlberger, ETF de criptomoedas é opção para aplicar em moedas digitais na bolsa

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Desde abril de 2021, os investidores contam com uma nova possibilidade para investir em criptomoedas, dentro do mercado regulado da Bolsa de Valores: os ETFs de moedas digitais. A novidade chegou na B3 a partir da Hashdex, a maior gestora de criptoativos da América Latina e é uma opção segura para quem tem desconfianças sobre esse mercado.

Os ETFs são fundos de investimentos que reproduzem o desempenho de um determinado índice do mercado financeiro. No caso das criptomoedas, o ETF pioneiro no Brasil foi o HASH11, que replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), índice desenvolvido pela bolsa tecnológica de Nova York que opera o movimento global dos criptoativos.

Desde que foi lançado, o HASH11 chamou a atenção de uma das gestoras mais importantes do país: a Verde Asset, de Luis Stuhlberger, que chegou a comprar R$ 126 milhões em cotas do ETF. Além dele, a gestora 03 Capital, de Abílio Diniz, também adquiriu cotas do fundo.

“Tem sido uma surpresa bastante positiva a aceitação que a gente teve de uma gama bastante grande de investidores. Desde pessoas físicas, que estão fazendo um pequeno aporte, até grandes gestores, entre os maiores do país”, diz João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex, em entrevista ao MyNews Investe. Ele avalia que a “chancela” de grandes investidores como Stuhlberger ajuda a levar mais interessados aos ETFs.

Cunha lembra ainda que o ETF lançado por eles tem frequentemente ficado entre os mais negociados do dia na Bolsa de Valores. “A gente acreditava que haveria uma demanda pelo produto e isso de fato se confirmou. O nosso lema é que sempre queremos trazer as criptos de forma simples, segura e regulada”, acrescenta.

Desde o nascimento da HASH11, outros ETFs de moedas digitais passaram a ser negociados na Bolsa. É o caso do BITH11, totalmente focado nas bitcoins, e do  QETH11, da QR Capital, que investe em ethereum, outra classe de criptomoedas. O preço inicial para cada cota das ETFs costuma ser acessível, a partir de R$ 50.

O MyNews Investe é transmitido de segunda à sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews, com apresentação de Juliana Causin e Mara Luquet

Vantagem dos ETFs é a regulação da Bolsa de Valores

A vantagem de acessar o mercado de ativos digitais por meio dos ETFs é a possibilidade de investir no mercado de criptomoedas com a proteção regulatória da Bolsa de Valores. Diferente da compra desses ativos de forma direta, nesse caso os investidores têm as garantias típicas dos demais produtos da B3, com regulação feita pela CVM, a Comissão da Valores Mobiliários.

“A gente passa por todo o escrutínio da CVM aqui no Brasil e nos Estados Unidos, com a SEC [Comissão de Valores Mobiliários americana]. Então por tudo isso, a gente oferece um ambiente de muito mais conforto para o investidor e não é à toa que tem sido esse sucesso todo”, como Cunha.

O interesse tem levado, aliás, à expansão dos fundos da Hashdex na Bolsa brasileira. Na próxima quarta-feira (18), a gestora passa a negociar um novo ETF com 100% de exposição à criptomoeda ethereum, a segunda maior moeda digital do mundo, atrás apenas do bitcoin. O ETHE11 será o terceiro lançado pela gestora no Brasil.

Ao exemplo do modelo do HASH11, o novo ETF vai espelhar um fundo chamado Hashdez Nasdaq Ethereum ETF. A oferta do ativo tem sido coordenada pela XP, Itaú BBA e Banco Genial. Com ela, o número de ETFs desse tipo na B3 chegará a cinco.


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Regulador americano quer mais poder sobre mercado de criptomoedas https://canalmynews.com.br/mynews-investe/regulador-americano-criptomoedas/ Fri, 06 Aug 2021 22:22:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/regulador-americano-criptomoedas/ Para chefe de órgão regulador americano, mercado de criptomoedas é “Velho Oeste” de fraudes e riscos para investidores

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Um “Velho Oeste” repleto de fraudes e riscos para investidores. Foi assim que o presidente da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Gary Gensler, definiu o mercado de criptomoedas, ao pedir que a agência tenha mais autoridade sobre o setor. Segundo ele, é preciso haver mais proteção para os investidores desse mercado “repleto de fraudes, golpes e abusos”.

Durante um fórum de segurança nos Estados Unidos, Gensler defendeu que o setor possa ser controlado ou regulamentado e pediu ajuda do Congresso Americano. “No momento, simplesmente não temos proteção suficiente para o investidor em criptomoeda”, disse ele, que é chefe do órgão de regulação dos mercados americanos. “Francamente, neste momento, é mais como o Velho Oeste”, acrescentou.

O chefe da SEC fez um apelo para que o Congresso dê ao órgão o poder de supervisão nas trocas de criptomoedas. Segundo ele “os tokens de ações, um token de valor estável lastreado em títulos, ou qualquer outro produto virtual” devem estar “sujeitos às leis de títulos”.

Quando criadas, as criptomoedas nasceram justamente com o intuito de serem moedas descentralizadas, sem o controle de um governo ou banco central, como acontece com as moedas tradicionais – dólar, real ou euro, por exemplo. O projeto, que começou o Bitcoin, indicava para um sistema que não se submetesse às regras de um país, mas sim dependesse de sua rede de pessoas investidoras.

Regulação de criptomoedas é vista como positiva para o mercado

Para o chefe da Comissão de Valores Mobiliários, a regulamentação é um caminho positivo para o mercado, além de necessário. “Se alguém quiser especular, essa é sua escolha, mas temos o papel de nação de proteger esses investidores contra fraudes ”, afirmou em entrevista recente à Bloomberg.

Em entrevista ao MyNews Investe, Rodrigo Batista, CEO da Digital.com, explica que o debate sobre a regulação do mercado de criptomoedas vem avançando nos últimos anos. “É uma discussão que já existe há alguns anos. Cada vez ela está mais aberta e mais pública. Antes era um debate que só as empresas eram convidadas a participar, em conversas a portas fechadas”, afirma ele, que foi fundador e é ex-socio do Mercado Bitcoin.

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Segundo  Batista, a questão tem avançado à medida que o mercado das criptomoedas cresce e se torna mais conhecido – tanto do público e investidores, quanto dos reguladores. Para ele, a regulação é um passo inevitável. “É um passo natural esse [da regulação]. Já existem conversas não só nos EUA, mas também no BIS [Banco de Compensações Internacionais], que a gente costuma falar que é o ‘Banco Central dos bancos centrais’”, diz.

Ele pondera que, para funcionar, essa regulação deve ser feita de forma que não impeça a inovação no setor. “A gente tem hoje a internet no formato dela justamente porque tivemos uma regulação tranquila no ambiente da internet, com incentivo à inovação. A gente espera que seja alguma coisa nessa linha”, avalia ele.


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Conheça ethereum, a segunda moeda em capitalização do mercado de criptoativos https://canalmynews.com.br/mynews-investe/conheca-ethereum-segunda-moeda-em-capitalizacao-do-mercado-de-criptoativos/ Fri, 06 Aug 2021 14:43:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/conheca-ethereum-segunda-moeda-em-capitalizacao-do-mercado-de-criptoativos/ Ethereum é uma criptomoeda que possibilita contratos inteligentes. Tecnologia é considerada por muitos uma evolução do bitcoin

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Sabemos que o mercado de criptomoedas é gigante e que o ativo mais conhecido é o bitcoin. Mas a ethereum, a segunda moeda em capitalização, está se destacando. Nos últimos dias, a moeda registrou altas que passaram dos 10%, aumentando seu valor de mercado.

Marco Castellari, CEO da Brasil Bitcoin, conversou com o Mynews Investe e comentou pontos importantes sobre a segunda maior moeda do mercado de criptoativos.

Dentro do mercado do sistema blockchain, a ethereum é considerada uma evolução da bitcoin. Lançada em 2015, foi vista por muitos como uma evolução do bitcoin, por ter como proposta, além de transferências de valores, também executar contratos inteligentes – com uma tecnologia diferente em relação ao bitcoin – a moeda mais popular do mercado de criptoativos.

Acompanhe o MyNews Investe, com apresentação de Juliana Causin e Mara Luquet, no Canal MyNews, de segunda a sexta, a partir do meio-dia

“O ponto que realmente difere a ethereum é, além de permitir transferência de valores ao redor do globo com mais facilidade, poder executar contratos e outros tipos de negociações que não necessariamente envolvam dinheiro”, explica Castellari.

Em relação ao valor da ethereum no mercado, Castellari avalia que a possibilidade de execução de contratos faz esta moeda ser mais sólida. A ethereum teve algumas oscilações, mas nos últimos dias está em alta e seu valor nesta quinta (5) está em 2.794,06 dólares – o equivalente pouco mais de R$ 14.600,00 na cotação dólar do dia.
Ainda sobre valores de criptoativos, o bitcoin continua dominando o mercado e sua oscilações continuam influenciando o valor das outras moedas.


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Bitcoin continua no topo do mercado de criptomoedas. Saiba como investir de forma segura https://canalmynews.com.br/mynews-investe/bitcoin-criptomoedas-como-investir/ Sun, 25 Jul 2021 17:48:18 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bitcoin-criptomoedas-como-investir/ Analista educacional da Blockchain Academy dá dicas de como investir nesse mercado tão marcado pela volatilidade

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O bitcoin é uma das criptomoedas mais conhecidas e comentadas no mercado de criptoativos atualmente. Nas últimas semanas, ela teve algumas oscilações e seu valor chegou a menos de 30 mil dólares. Diante de seu pico em abril desse ano, em que chegou a quase 65 mil dólares, a moeda já perdeu mais da metade de seu valor.

Mesmo com um desempenho não tão bom ultimamente, muitas pessoas se perguntam qual a forma segura de se investir em criptoativos como o bitcoin. O MyNews Investe conversou com Vinicius Chagas, analista educacional da Blockchain Academy, que falou da moeda e sua volatilidade e em que é bom prestar atenção na hora de investir.

“É muito importante escolher o lugar onde você vai comprar as suas criptomoedas, seus criptoativos. Sugiro que você procure um exchange com procedimento de segurança que possa confiar, que seja uma empresa idônea, que garanta os procedimentos de guardar os seus criptoativos de uma maneira íntegra. Lá, você compra e você guarda. Então é mais ou menos como uma bolsa (de valores), ou como uma corretora do mercado tradicional; você vai entrar, fazer o cadastro e vai achar o seu criptoativo”, esclarece Chagas.

Importante é diversificar investimentos

O analista educacional da Blockchain Academy prossegue, dizendo que não há uma receita para seguir na hora de investir em criptoativos, mas que o bitcoin tem um processo de verificação – o que também facilita bastante na hora de comprar a criptomoeda, principalmente para os investidores iniciantes.

Para Chagas, o bitcoin sofre muito com volatilidade por muitos fatores. Um deles é que os criptoativos ainda são uma classe nova de investimentos, muitas vezes mal compreendida, o que o torna mais variárvel. “Para diminuir esse impacto do portfólio, o risco de perder dinheiro, de ter que vender num momento não adequado, coloca uma parcela do capital que você pode aguentar essa volatilidade; não sai colocando tudo, não vende imóvel para comprar o bitcoin. Coloca como se fosse uma classe de ativo qualquer de renda variável que é volátil”, aconselha o analista.

Sobre o mercado de criptomoedas estar diretamente ligado ao desempenho do bitcoin, Chagas argumenta que como esse foi o primeiro projeto de moeda virtual que deu certo, foi um divisor de águas, por ter sido o sistema de pagamentos descentralizados na internet. “Como ele foi o primeiro e sempre respondeu por uma grande parcela do mercado, ainda é visto por algumas pessoas como o carro-chefe do mercado. Então o movimento do preço do bitcoin, as notícias que afetam o bitcoin, tendem a afetar os outros componentes desse mercado”.

O programa MyNews Investe é transmitido diariamente, a partir do meio-dia, no Canal MyNews – sempre com convidados especiais, abordando temas atuais de economia. Acompanhe a programação diária do canal no Youtube.

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Bitcoin volta aos US$ 36 mil e recupera parte das perdas https://canalmynews.com.br/economia/bitcoin-volta-aos-us-36-mil-e-recupera-parte-das-perdas/ Wed, 30 Jun 2021 00:26:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bitcoin-volta-aos-us-36-mil-e-recupera-parte-das-perdas/ O ativo voltou aos US$ 36 mil nesta terça-feira (29) em meio a incertezas vindas da China

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Depois de chegar ao preço mais baixo desde janeiro, o bitcoin voltou nesta terça-feira (29) ao patamar dos US$ 36 mil e chegou a ter alta superior a 5% durante o dia. O ativo, que é referência entre as criptomoedas, afundou na última semana depois da China anunciar novas restrições à negociação de ativos no país.

Na última segunda-feira (21), o banco central chinês proibiu bancos e plataformas de pagamento como a Alipay, do gigante Ant Group, de fornecer serviços de comércio ligados às criptomoedas. Os preços da moeda caíam para menos de US$ 30 mil com a pressão do país para reprimir a compra e venda das moedas digitais.

“A principal preocupação da China é a realização de operações financeiras realizadas fora do controle do Banco Central Chinês, o que acaba sendo facilitado pelo bitcoin, visto que não é possível que o governo de Pequim tenha qualquer influência sobre esse mercado”, explica João Paulo Oliveira, fundador do NOX Bitcoin, em entrevista ao Dinheiro na Conta

Ele explica que depois do ativo atingir o valor histórico em 2021 de US$64 mil, as notícias negativas no setor afetaram a confiança dos consumidores.
“O mercado de bitcoin é muito volátil, baseado nas expectativas e muito influenciado pelos sentimentos das pessoas”, lembra. 

Além da China, Oliveira lembra também das declarações de Elon Musk sobre o bitcoin que ajudaram a empurrar o preço da moeda para baixo. “Alguns analistas ainda apostam que o bitcoin pode chegar aos US$100 mil. Vale sempre lembrar, no entanto, que esse é um mercado de muito risco”, ressalta.

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Moedas digitais e bitcoin ganham espaço https://canalmynews.com.br/economia/moedas-digitais-e-bitcoin-ganham-espaco/ Thu, 10 Jun 2021 22:37:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/moedas-digitais-e-bitcoin-ganham-espaco/ El Salvador adota bitcoin como moeda. No Brasil, Banco Central planeja moeda digital do real

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O governo de El Salvador anunciou que que irá adotar o bitcoin como moeda legal. Segundo o presidente Nayib Nukele, a adoção do bitcoin como uma moeda legal no país tem o potencial de ajudar os salvadorenhos que vivem no exterior a enviar remessas de volta para casa. 

O uso será opcional para pessoas físicas e a criptomoeda poderá ser convertida em dólares. A utilização de bitcoins é controversa, especialistas alertam que as criptomoedas podem facilitar a lavagem de dinheiro e outros crimes.

Enquanto isso, diversos países do mundo – incluindo o Brasil – tem desenvolvido moedas digitais. 

Imagem representativa do Bitcoin, a mais conhecida das criptomoedas
Imagem representativa do Bitcoin, a mais conhecida das criptomoedas.
(Foto: Pixabay)

O Banco Central anunciou recentemente as diretrizes gerais da criação de uma moeda digital brasileira. Ela poderá ser usada em operações do varejo e também em pagamentos ligados a outros países. Vários países estão avançando neste tema e realizando testes como explica Alexandre Bueno, Head da CAPCO Digital Lab São Paulo.

“Eles estão indo em regiões com baixa conexão internet, micro e pequenos negócios que são mais difíceis de converter para o pagamento em cartão. Esses pequenos negócios têm margens baixas e eles não querem pagar intermediários. O que eles estão testando na China é um pagamento que pode vir de forma off-line. Imagina você no metrô, por exemplo, sem nenhum tipo de sinal de internet, e você pode pagar o metrô com o real digital. Isso vai ser possível”, afirmou.

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Bitcoin: Por que a moeda desabou nos últimos dias? https://canalmynews.com.br/economia/bitcoin-por-que-a-moeda-desabou-nos-ultimos-dias/ Thu, 20 May 2021 16:46:36 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bitcoin-por-que-a-moeda-desabou-nos-ultimos-dias/ Ativo começa a se recuperar nesta quinta (20) depois de desabar 60% em relação a máxima, com falas de Elon Musk e temores vindos da China.

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Depois de atingir valores máximos históricos em 2021, o bitcoin e outras criptomoedas têm derretido nos mercados. Nesta quarta-feira (19), a moeda digital chegou aos US$ 30,2 mil na mínima do dia — uma queda de 30% nos últimos sete dias. Em relação à máxima histórica, que foi de US$65 mil, o bitcoin chegou a desabar 60%.

Como é usado como valor de referência no mercado de criptomoedas, o tombo do bitcoin afeta o mercado geral das criptomoedas. Em dez dias, a perda foi de quase US$ 1 trilhão em capitalização nos ativos digitais. O tombo vem na esteira de declarações negativas do empresário americano Elon Musk e de preocupações com novas restrições regulatórias na China. 

O magnata, que há meses afirmou que aceitaria criptomoedas para pagamentos na empresa automotiva Tesla, nesta semana criticou os gastos energéticos que existem no processo de mineração de criptoativos.

“Elon disse que a Tesla iria deixar de aceitar criptomoedas para a venda de carros da empresa. A justificativa era a de que o bitcoin tinha um gasto energético grande e impacto ecológico”, explica Ney Pimenta, CEO da BitPreço, em entrevista ao Dinheiro Na Conta. “Muita gente acabou entrando no bitcoin por causa dele meses atrás e agora viram ele falando o contrário”, completa Pimenta.

Nesta quinta-feira (20), Musk voltou a falar sobre o tema pelas redes sociais e negou que tivesse vendido US$ 1,5 bilhão investido por ele na moeda. A fala foi suficiente para gerar uma recuperação do ativo – que operava aos US$ 41 mil no início da tarde (12h34 pelo horário de Brasília). 

No caso das questões regulatórias, o ‘crush’ foi deflagrado pelo temor de investidores de mais restrições aos ativos pela China. Nesta quarta-feira (19), repercutia no mercado os alertas de autoridades chinesas para que bancos e outras instituições do país não recebessem criptoativos como pagamento, nem oferecessem serviços e produtos com as moedas digitais.

Além das influências vindas da China e de Elon Musk, outros fatores de fundo também influenciaram o movimento de perdas: o temor sobre a atuação de robôs no mercado de ativos digitais e a expectativa nos últimos dias sobre juros nos Estados Unidos, que afetou todo o mercado de renda viável.

“Isso tudo acabou gerando um certo pânico. As pessoas que estão há mais tempo no mercado acreditam que é um movimento desmedido, vindo principalmente dos novos entrantes, que não estão acostumados com a volatilidade dessas moedas”, avalia Pimenta.

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Os (cripto)mineradores brasileiros: lucros, choques e promessas https://canalmynews.com.br/economia/os-criptomineradores-brasileiros-lucros-choques-e-promessas/ Mon, 03 May 2021 12:51:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/os-criptomineradores-brasileiros-lucros-choques-e-promessas/ Atraídos pelo boom das moedas digitais, investidores montam operações domésticas para surfar a onda das criptomoedas

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As moedas de ouro deram lugar às cédulas de papel, que foram substituídas pelas fitas magnéticas dos cartões de crédito. Agora, as linhas de programação das moedas digitais querem ser a bola da vez. Comprar com uma criptomoeda, contudo, não é tão simples quanto entregar uma nota, é preciso que um computador valide a transação — e é este filão que criou escassez de produtos eletrônicos e uma demanda por energia elétrica que ameaça o meio ambiente.

Para garantir a autenticidade de uma transação por criptomoedas, é preciso que uma terceira parte autentique a transação. Quando uma compra ou venda de moeda digital ocorre, ela cria uma chave criptografada que precisa ser validada. É nesta parte que entram os supercomputadores, eles fazem milhares de cálculos por minuto para tentar encontrar essa chave criptografada e garantir a autenticidade da transação. Esse processo é conhecido como blockchain e o uso dos computadores, mineração.

Como os usuários que autenticam a transação são remunerados com criptomoedas, há uma disputa para ser o auditor das transações. E essa disputa fomentou o uso de computadores cada vez mais potentes e investimentos maiores.

A mineração gera calor e consome energia elétrica, o que faz com que algumas das maiores “fazendas de mineração” do mundo estejam concentradas em países com eletricidade barata e clima gelado, como China, Suíça, Rússia e Islândia. Todavia, há um grupo de mineradores brasileiros investindo e faturando para participar dessa economia em pleno clima tropical.

Fazenda de mineração da empresa Genesis Mining na Islândia. Foto: Marco Krohn / Creative Commons
Fazenda de mineração da empresa Genesis Mining na Islândia. Foto: Marco Krohn / Creative Commons

Os mineradores brasileiros

Ricardo de Tarso, morador de Fortaleza, no Ceará, afirma que não gosta de seguir ordens e enxerga nas criptomoedas um negócio vantajoso pela ausência do Estado na regulação e nas transações. Investir no setor, afirma, foi uma decisão lógica.

“Tive que passar em um concurso público para investir em criptomoedas. Se eu pudesse, teria feito isso muito mais cedo”, diz Tarso ao MyNews.

Com os vencimentos e o cargo de agente penitenciário, Tarso afirma que passou a investir na mineração de criptomoedas. Hoje diz ter mais de R$ 500 mil em equipamentos, 122 placas de vídeo minerando e um faturamento líquido mensal de aproximadamente R$ 100 mil. Tarso conta que ele próprio montou sua fazenda de mineração e que tomou choques e sofreu queimaduras nas mãos e no rosto ao cuidar da parte elétrica do empreendimento.

Por conta da alta capacidade de processamento e chips que representam o estado da arte em termos de computação, as placas de vídeo são os equipamentos preferidos, e disputados, pelos mineradores. A demanda por placas de vídeo no mercado é tamanha que as autoridades de Hong Kong chegaram a apreender um carregamento de 300 placas de vídeo com contrabandistas após uma perseguição. A mercadoria detida tem um valor de aproximadamente US$ 250 mil e foi fabricada especificamente para minerar moedas digitais.

Esse pico de demanda e escassez ainda conta com outros ingredientes: a disparada na procura por equipamentos de informática causada pelo trabalho remoto imposto pela pandemia de covid-19 e sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra a China. O cenário faz com que o silício usado para fabricar placas de vídeo também seja disputado por drones militares, chips de internet 5G e até mesmo pela indústria automotiva.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enxerga a escassez global de chips semicondutores como uma questão estratégica e prometeu um pacote de US$ 50 bilhões para as empresas do setor investirem na produção e realizarem pesquisas.

Enquanto os semicondutores continuam difíceis de encontrar e o preço das criptomoedas atingem recordes históricos, o assessor de comunicação Carlos Augusto organiza uma comunidade de pequenos mineradores em um aplicativo de mensagens.

“Eu dou muito apoio à ideia das criptomoedas, sempre achei que foi um baita de um investimento, uma baita de uma ideia, e acho que a mineração está inclusa nisso”, diz Augusto ao MyNews.

O assessor de imprensa de Joinville, Santa Catarina, diz que precisa “balancear” sua atividade profissional com a manutenção das placas de vídeo e o canal no TikTok que tem para divulgar sua rotina de minerador. Augusto afirma que investiu R$ 28,5 mil em seis placas de vídeo e consegue um faturamento líquido que oscila entre R$ 5,5 mil e R$ 4,5 mil.

“Essas quedas [no faturamento] são naturais. O que eu faço é estudar muito antes de colocar um investimento e ver o que vale a pena ou não. Como eu já previa, e eu sei que teve épocas em que a mineração não pagava nem a própria conta de energia, eu já entrei bem preparado no mercado”, diz Augusto.

Crescimento explosivo e custo ambiental

Nos últimos 12 meses, o indexador de commodities da Bloomberg registrou uma alta de 48,38%. O índice foi influenciado por altas no período como as registradas no preço da soja (85,01%), algodão (50,72%), trigo (40,85%) e petróleo (164,91%), de acordo com dados do jornal britânico Financial Times calculados com base no dólar.

Nos mesmos últimos 12 meses, a mais famosa das criptomoedas, o Bitcoin, teve valorização de 507,18% em sua cotação frente ao dólar. No mesmo período, e também na comparação com o dólar, outras moedas digitais registraram crescimento ainda maiores: Ethereum (1.223%), Cardano (2.587%), Binance (3.360%) e Dogecoin (12.540%).

Se não for objeto de nenhuma regulação, a mineração de Bitcoin na China deve atingir seu pico em 2024 e ser responsável pela emissão de 130,5 milhões de toneladas métricas de carbono. Com esse passivo ambiental, a mineração chinesa da criptomoeda estaria na 13° posição de países que mais poluem o meio ambiente, na frente de países como Arábia Saudita e Itália. O dado é de estudo publicado pela revista Nature. Os pesquisadores afirmam no levantamento que a China, responsável por cerca de 80% de toda a mineração de criptomoedas do mundo, pode não atingir suas metas do Acordo de Paris se não adotar políticas públicas para minimizar os impactos ambientais da atividade.

Já em 2021, a Universidade Cambridge estima que a mineração de criptomoedas consuma 131,74 TWh por ano, mais do que o consumo anual da Argentina e seus 44 milhões de habitantes.

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Bitcoin atinge US$ 1 trilhão em valor de mercado https://canalmynews.com.br/economia/bitcoin-atinge-1-trilhao-em-valor-de-mercado/ Sun, 21 Feb 2021 17:14:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bitcoin-atinge-1-trilhao-em-valor-de-mercado/ Valor de mercado da criptomoeda já supera o de empresas como Tesla, Facebook e Alibaba

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O bitcoin bateu recorde ao atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão na última sexta-feira (19). Superada pela primeira vez, a marca consolidou um crescimento de cerca de 6% nas 24 horas que antecederam a quebra do recorde. Os dados são da Coin Market Cap.

Com a nova alta, apenas nos últimos quatro meses, a criptomoeda acumula valorização de mais de 400%. Os ganhos foram influenciados principalmente por sinais de que a criptomoeda está ganhando aceitação entre importantes investidores e empresas, como Tesla, Mastercard e BNY Mellon.

Em 9 de fevereiro, o bitcoin havia superado US$ 45 mil depois de Elon Musk, CEO da Tesla, anunciar a intenção de passar a aceitar bitcoins como forma de pagamento no futuro. Na época, a Tesla explicou, em comunicado, que a compra bilionária do ativo é uma tentativa de maximizar a rentabilidade do dinheiro da empresa que não é usado nas operações cotidianas. De lá para cá, a criptomoeda bateu novos recordes e já foi negociada a valores acima de US$ 54 mil.

Bitcoin atinge US$ 1 trilhão em valor de mercado. Foto: André François McKenzie/Unsplash
Bitcoin atinge US$ 1 trilhão em valor de mercado. Foto: André François McKenzie/Unsplash

Caso fosse uma empresa, o bitcoin seria a sexta maior em valor de mercado do mundo, ficando atrás de Apple, Saudi Aramco, Microsoft, Amazon e Alphabet (Google). O valor de mercado da criptomoeda, segundo o Companies Market Cap, superaria o de empresas como Tencent, Tesla, Facebook e Alibaba.

Equivalente a cerca de 5,4 trilhões de reais, o valor de mercado da criptomoeda também supera todas as empresas listadas na bolsa de valores brasileira somadas. As 363 empresas que têm papéis negociados na Bovespa acumulam, de acordo com a B3, valor de mercado de 5,3 trilhões.

Assista ao Dinheiro na Conta em que a alta do bitcoin é abordada:

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Bitcoin supera US$ 45 mil depois de anúncio de Elon Musk https://canalmynews.com.br/economia/bitcoin-supera-us-45-mil-depois-de-anuncio-de-elon-musk/ Wed, 10 Feb 2021 00:50:33 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bitcoin-supera-us-45-mil-depois-de-anuncio-de-elon-musk/ Depois de anúncio de investimento de US$ 1,5 bilhão por Elon Musk, bitcoin volta a disparar

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O bitcoin passou os US$ 45 mil (R$ 244 mil) nesta terça-feira (9) depois do anúncio feito pelo bilionário Elon Musk, da Tesla, no início desta semana. A criptomoeda foi impulsionada pela notícia de um investimento de US$ 1,5 bilhão feito por Musk, por meio de sua montadora. 

Por volta das 10h, o bitcoin era negociado a US$ 45.445,27, depois de atingir o patamar máximo de US$ 48.215,82, segundo dados compilados pela Bloomberg. No fim do dia, o ativo valia US$ 46 mil.

Em comunicado, a Tesla explica que a compra bilionária do ativo é uma tentativa de maximizar a rentabilidade do dinheiro da empresa que não é usado nas operações cotidianas. A companhia sinalizou que pode comprar e manter ativos digitais “de tempos em tempos ou de longo prazo”.

A empresa de Elon Musk, o homem mais rico do mundo, anunciou ainda a intenção de passar a aceitar bitcoins como forma de pagamento no futuro. Em janeiro, o empresário já tinha feito o preço da criptomoeda disparar depois de ter colocado a hashtag #bitcoin em seu perfil no Twitter. 

Em 2021, a valorização em dólar do bictoin chega a 60%. Em 2020, o rendimento da criptomoeda foi de 300%, enquanto o Ibovespa encerrou o ano com alta próxima dos 3%. Em menos de um ano, a cotação da criptomoeda passou dos US$ 5 mil para os US$ 46 mil. 

É hora de investir em bitcoin?

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta, o educador financeiro Arthur Lemos, ressalta que é preciso cautela em relação ao nível de exposição dos investidores pessoa física para ativos de risco, como é o caso do bitcoin.

“Essa hipervalorização chama muita atenção e às vezes as pessoas entram no ativo pelos motivos errados. O risco de exposição deve ser controlado pelo investidor individual”, ele pondera.

“Do mesmo jeito que existem notícias positivas que levam a valorização hoje, amanhã ou depois podem surgir notícias negativas que podem provocar desvalorizações muito intensas também”, avalia.

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Bitcoin chega a US$ 23 mil e já acumula valorização de 220% em 2020 https://canalmynews.com.br/economia/bitcoin-chega-a-us-23-mil-e-ja-acumula-valorizacao-de-220-em-2020/ Thu, 17 Dec 2020 14:59:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bitcoin-chega-a-us-23-mil-e-ja-acumula-valorizacao-de-220-em-2020/ Incerteza global gerada pela pandemia de Covid-19 tem servido como um elemento a mais de impulso para a cotação do Bitcoin

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Considerada a maior e mais famosa das criptomoedas, o Bitcoin bateu novo recorde nesta quinta-feira, com uma cotação na casa dos US$ 23 mil às 11h40. Ao mesmo tempo, seu valor em real também experimenta forte alta, em torno de R$ 115 mil às 11h40.

O novo patamar vem um dia após o Bitcoin ultrapassar os US$ 20 mil pela primeira vez na história. No ano, a criptomoeda já possui uma valorização acumulada de 220%.

Em 26 de setembro o preço do Bitcoin girava em torno de US$ 10.700.

Imagem representativa do Bitcoin, a mais conhecida das criptomoedas
Imagem representativa do Bitcoin, a mais conhecida das criptomoedas.
(Foto: Pixabay)

Tendência de alta

A incerteza global gerada pela Covid-19 tem servido ainda como um elemento a mais de impulso para a cotação do Bitcoin. Embora seja um ativo até mais volátil que uma ação em Bolsa de Valores, com uma cotação que muda o tempo todo, ele tem atraído tanto pessoas físicas quanto jurídicas que buscam alternativas para seus investimentos.

De acordo com o trader de derivativos e CEO da Nox Bitcoin, João Paulo Oliveira, essa alta expressiva é creditada a uma procura cada vez maior do Bitcoin por grandes fundos de investimentos globais.

“Os grandes investidores talvez já percebam que o Bitcoin não seja essa moeda de hacker e de nerd para pagar por jogos online, e que ele pode ser uma ativo que represente uma reserva de valor global. Os grandes investidores globais que não acreditavam nessa tese anos atrás agora veem nisso uma possibilidade”.

Segundo Oliveira, a tendência para o Bitcoin é de manter uma trajetória de alta, embora a criptomoeda não seja imune a outros fatores que podem jogar seu preço para baixo. E vê a entrada de grandes empresas nesse mercado como algo benéfico inclusive para pequenos investidores.

“Quanto mais gente negocia, mais seguro o Bitcoin se torna”.

Breve histórico

Criado em 2009, em uma resposta à crise geral que abalou o mundo no ano anterior e lançou incertezas sobre o sistema financeiro global, o Bitcoin surgiu como uma proposta de dinheiro digital descentralizado, independente de governos.

Com o passar do tempo, a criptomoeda vem “furando a bolha” na qual nasceu e alcança outros interessados, em uma tendência que se acentuou com a pandemia. Ao mesmo tempo, governos nacionais debatem como lidar com esses ativos – enquanto alguns optam por proibir toda e qualquer operação, outros estudam meios de como regulamentá-los.

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