Arquivos Capitólio - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/capitolio/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 06 Jun 2022 12:46:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Rocha desaba em cânion, atinge lanchas e mata 10 pessoas em MG https://canalmynews.com.br/brasil/rocha-desaba-em-canion-atinge-lanchas-e-mata-6-pessoas-em-mg/ Sat, 08 Jan 2022 22:19:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=22827 Bombeiros buscam sobreviventes da queda no cânion na cidade de Capitólio, Minas Gerais

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Neste domingo (9) as buscas com mergulhadores do Corpo de Bombeiros começaram às 5h e até o momento de publicação, são 10 óbitos confirmados. Uma rocha despencou de um paredão num cânion e atingiu três lanchas no sábado (8), em Capitólio, cidade turística de Minas Gerais. A imagem foi flagrada por um turista que estava em outra embarcação. 

A Santa Casa de Capitólio atendeu 23 pessoas que estavam no cânion no momento da tragédia. Nove pessoas ainda estão hospitalizadas. Os feridos também foram encaminhados aos hospitais da cidade de Passos e São José da Barra.

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas das três lanchas atingidas pela rocha afundaram. Os militares atuam no local com uma equipe de mergulhadores especializados e uma aeronave caso seja preciso transportar alguma vítima.  Estima-se que cerca de 100 pessoas estavam no local.

Ainda no sábado, dia do desabamento, o prefeito de Capitólio, Cristiano Silva (PP), publicou um vídeo se solidarizando com as vítimas e as famílias. Ele afirmou que o deslizamento foi causado por um deslocamento de pedras. Não há, no entanto, laudo oficial da causa.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lamentou o ocorrido em suas redes sociais. 

“Sofremos hoje a dor de uma tragédia em nosso Estado, devido às fortes chuvas, que provocaram o desprendimento de um paredão de pedras no lago de Furnas, em Capitólio. O Governo de Minas está presente desde os primeiros momentos através da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros”

As imagens impressionantes mostram o impacto das pedras desabando e causando uma forte onda que atinge as demais lanchas do local. Além da perícia na região, será feita uma avaliação no cânion para definir se há riscos de novos rompimentos. A Defesa Civil de Minas Gerais emitiu um alerta para as chuvas intensas na região de Capitólio, com possibilidade de “cabeça d’água”. O texto pede que as pessoas evitem cachoeiras no período de chuvas.

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Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA para impedir confirmação da vitória de Biden https://canalmynews.com.br/internacional/manifestantes-pro-trump-invadem-congresso-dos-eua-para-impedir-confirmacao-da-vitoria-de-biden/ Tue, 19 Oct 2021 20:11:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/manifestantes-pro-trump-invadem-congresso-dos-eua-para-impedir-confirmacao-da-vitoria-de-biden/ Biden chamou o ato de “ataque inédito” à democracia dos EUA

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Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: Redes sociais)

Atualizado às 19h51 em 6.jan.2021

Um grupo de apoiadores do ainda presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em confronto na tarde desta quarta-feira (6) com as forças de segurança que protegem o Congresso dos Estados Unidos e invadiu o local.

Conhecido como Capitólio, o edifício fica na capital, Washington. A invasão obrigou tanto a Câmara quanto o Senado a paralisarem a sessão que deveria confirmar a vitória do democrata Joe Biden.

A sessão desta quarta-feira no Congresso teria caráter protocolar, uma vez que a vitória de Biden já foi oficializada no último dia 14 de dezembro. Trump, no entanto, insiste em questionar a vitória do adversário democrata, fazendo acusações de fraudes sem qualquer tipo de prova, e atua como incentivador dos atos de seus apoiadores em Washington.

Os manifestantes romperam a segurança do local por volta das 14h30 do horário local (16h30 de Brasília), o que imediatamente levou a um toque de recolher na sede do Legislativo. Parlamentares foram retirados dos plenários e levados para salas de segurança dentro do Capitólio.

Biden x Trump

O presidente eleito, Joe Biden, se mostrou chocado e triste com o ocorrido no Capitólio

“Todos vocês estão assistindo o que eu estou assistindo. Nesse momento nossa democracia está sofrendo um ataque inédito. Um ataque como poucas vezes vimos, um ataque ao Estado de Direito. As cenas que vimos no Capitólio não representam o verdadeiro norte-americano”

Biden prossegue e cobra uma posicionamento de Trump: “O que vimos foi um pequeno número de extremistas. Isso não é protesto, é desordem, é caos. Peço ao Presidente Trump q vá a TV e peça um fim pra esse circo”.

Pouco após a fala de Biden, Trump divulgou um vídeo no qual pediu que os apoiadores voltassem para casa e em paz, mas voltou a afirmar — sem provas — que a eleição presidencial foi fraudada.

Republicanos também criticam

A sessão no Congresso era presidida pelo atual vice-presidente, Mike Pence, que foi cobrado pelo próprio Trump para não reconhecer a vitória de Biden. No entanto, Pence afirmou que respeitaria a Constituição americana e não acataria a interferência do republicano, o que foi visto por Trump como “falta de coragem”.

O próprio Pence afirmou que todos os envolvidos na invasão serão punidos e exigiu que os manifestantes deixem o Capitólio.

Representantes do Partido Republicano, como Ted Cruz e Marco Rubio, pedem que Trump faça os manifestantes saírem.

‘Foi tentativa de golpe’

“É algo que você não vê usualmente na democracia americana. Talvez o último momento em que ela estivesse ameaçada de fato tenha sido na Guerra Civil Americana (1861-1865)”, cita Lucas de Souza Martins, jornalista que faz mestrado em História americana na Universidade Estadual da Geórgia, em participação no Dinheiro na Conta desta quarta-feira.

Para o economista Otaviano Canuto, que também participou do programa e será professor na Universidade George Washington, na capital americana, o que aconteceu no Capitólio pode ser visto como uma tentativa de golpe.

“A tentativa parte da conversa telefônica com o secretário da Geórgia [no dia anterior]. Foi uma tentativa de subverter na marra a ordem legal. Isso foi um desejo, uma tentativa de golpe. O que também daria margem para a abertura de um processo legal.

Canuto também cita o episódio desta quarta como um exemplo de como terminam regimes populistas, como o do presidente Trump.

“Populistas promete soluções fáceis para problemas complexos. Foi assim que o Trump conseguiu se eleger, assim como outros. E frequentemente esses governos acabam mal”.

 

Vitória democrata na Geórgia

O corrido no Capitólio se dá no mesmo dia em que a imprensa dos Estados Unidos, a partir de suas projeções, apontou a vitória dos dois candidatos democratas na disputa pelo Senado no Estado da Geórgia.

Com o triunfo duplo, além de encerrar uma série de representantes do Partido Republicano pela Geórgia, marca o controle do Partido Democrata sobre as duas casas do Congresso — Senado e Câmara dos Deputados, o que deve facilitar a vida de Biden.

Um dos eleitos, o pastor Raphael Warnock, se tornou o primeiro negro a ocupar o cargo de senador pela Geórgia, Estado que tem um passado escravista e de tensões raciais.

Martins cita a eleição na Geórgia como um bom exemplo para o país. “Embora haja alguns grupos que promovam essa tentativa de golpe, a Geórgia mostra por meio do seu exemplo, com a eleição dos novos senadores, que há espaço para se fazer a democracia com mais pluralidade”.

Repercussão no Brasil

Políticos e autoridades brasileiras também usaram as redes sociais para se manifestar quanto aos acontecimentos em Washington.

Para o vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, que disputou a eleição presidencial brasileira em 2018, Trump é um mau exemplo para o mundo, mas lembrou que o republicano é considerado um espelho para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A ligação de Trump com Bolsonaro também foi destacada pelo deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP), que chamou a invasão ao Congresso de pior ameaça já vivida pela “maior democracia do mundo”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou a invasão ao Capitólio como “ato de desespero de uma corrente democrática que perdeu as eleições”.

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Motorista avança contra policiais no Capitólio https://canalmynews.com.br/mais/motorista-avanca-contra-policiais-no-capitolio/ Fri, 02 Apr 2021 19:04:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/motorista-avanca-contra-policiais-no-capitolio/ Um policial morreu. Motorista foi baleado e morto. Ainda não se sabe a motivação do ataque

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Um policial morreu e outro ficou ferido após um motorista avançar sobre a barreira de segurança montada no Capitólio, a sede do Congresso americano em Washington.

A imprensa americana afirma que o homem foi baleado por agentes de segurança ao sair do carro com uma faca na mão. Ele morreu no local. A identidade do motorista não foi divulgada. O policial ferido foi hospitalizado.

O Capitólio, sede do Congresso dos EUA, que fica em Washington
O Capitólio, sede do Congresso dos EUA, que fica em Washington.
(Foto: Pixabay)

As autoridades americanas fecharam a Casa Branca e o Capitólio alegando “ameaça à segurança” e ruas do entorno foram bloqueadas. O Congresso está em recesso e o presidente Joe Biden não está em Washington.

Até o momento, não há informações sobre a motivação do motorista.

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Segurança do Capitólio é reforçada após ameaça https://canalmynews.com.br/mais/policia-do-capitolio-interrompe-sessao-da-camara-dos-eua-apos-alerta-de-ameaca/ Thu, 04 Mar 2021 15:13:07 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/policia-do-capitolio-interrompe-sessao-da-camara-dos-eua-apos-alerta-de-ameaca/ FBI e Departamento de Segurança Interna dos EUA rastrearam articulação de grupos extremistas contra Capitolio

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A sessão da Câmara dos Estados Unidos desta quinta-feira (4) foi interrompida e suspensa após a polícia do Capitólio emitir um alerta sobre possível ameaça ao local. O fato ocorreu dois meses depois que apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram a sede do Congresso, episódio que culminou na morte de cinco civis.

Por meio de um comunicado oficial, a equipe de segurança afirmou estar “ciente e preparada para qualquer ameaça potencial aos membros do Congresso ou ao complexo do Capitólio. Obtivemos relatórios de inteligência que mostra uma possível conspiração para violar o Capitólio por um grupo de milícia na quinta-feira, 4 de março”.

Soldados do Exército dos EUA realizam a segurança do Capitólio em Washington, D.C
Soldados do Exército dos EUA realizam a segurança do Capitólio em Washington, D.C. Foto: Staff Sgt. Lisa M. Sadler (Domínio Público).

Devido à ação, uma votação agendada para esta quinta foi remarcada para o próximo dia 10.

A conspiração mencionada pela polícia é consequência de uma teoria pró-Trump denominada QAnon. Por intermédio de conversas online rastreadas, o jornal ‘The New York Times’ apurou que os adeptos do conchavo acreditam que 4 de março é o dia em que o republicano retornaria ao poder e “renovaria sua cruzada contra os inimigos da América” – a data escolhida é referente ao dia da posse presidencial nos EUA até 1933.

Yogananda D. Pittman, chefe interina do corpo de segurança do Capitólio, comunicou aos parlamentares que ela havia recebido informações “preocupantes” sobre a possibilidade de ataques contra o Congresso e que as ameaças contra políticos haviam “disparado”.

Dados fornecidos pelo FBI e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA já alertavam sobre a aproximação e conversas entre extremistas, incluindo membros do movimento de milícia e grupo paramilitar Three Percenters, que vinham discutindo possíveis investidas contra o Capitólio nesta quinta.

QAnon e Trump redentor

Desenvolvida em 2017 na rede social 4chan, o QAnon é uma teoria da conspiração que acredita que Trump está envolvido em uma guerra secreta contra pedófilos adoradores de Satanás infiltrados no alto escalão do governo estadunidense, no setor empresarial e na imprensa. O ex-presidente, que já descreveu os integrantes como “pessoas que amam nosso país”, é visto pelo grupo como um verdadeiro redentor.

Os filiados creem que o combate chefiado por Trump levará a um dia de ajuste de contas, em que figuras notáveis, como a ex-candidata presidencial Hillary Clinton, serão detidas e executadas.

O movimento radical, entretanto, possui desdobramentos e divergências internas responsáveis por ramificar as linhas ideológicas e de atuação do clã. Dentre as semelhanças, destacam-se a disseminação de fake news e notícias descontextualizadas, associação de fatos históricos e numerologia.

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Democratas preparam segundo pedido de impeachment de Trump https://canalmynews.com.br/politica/democratas-preparam-segundo-pedido-de-impeachment-de-trump/ Sun, 10 Jan 2021 12:30:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/democratas-preparam-segundo-pedido-de-impeachment-de-trump/ Democratas acusam Trump de incitar a violência contra o Capitólio. Pedido será feito restando poucos dias para o fim do mandato

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Um grupo de parlamentares democratas planeja apresentar um novo pedido de impeachment contra o presidente Donald Trump. O republicano pode ser o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a enfrentar dois processos de afastamento. A expectativa é de que o pedido seja apresentado nesta segunda-feira (11).

O presidente dos EUA, Donald Trump, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro
O presidente dos EUA, Donald Trump, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro.
(Foto: Shealah Craighead/Casa Branca)

A iniciativa teve início após a invasão ao Congresso americano na última quarta-feira (6). A ação resultou na morte de cinco pessoas, entre elas um policial do Capitólio.

Apesar do novo pedido de impeachment, o afastamento de Trump é improvável já que o Partido Republicano ainda mantém a maioria do Senado, que julgaria o processo após a análise da Câmara, controlada pelos democratas. O presidente eleito, Joe Biden, toma posse no dia 20 de janeiro.

O pedido de impeachment pode aumentar a pressão para que a 25ª emenda seja acionada. O texto permite a remoção do presidente caso ele esteja inapto para exercer o cargo, sendo uma solicitação do vice. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, pediu para que o vice-presidente Mike Pence acione a 25ª emenda, mas Pence se opõe à ideia, de acordo com assessores.

Em discurso na Câmara, Pelosi chamou Trump de “desequilibrado” e declarou que é dever do Congresso proteger os americanos. A democrata também enviou uma carta ao principal comandante militar do país, Mark Milley, para discutir como evitar que o presidente inicie hostilidades militares ou acesse os códigos de lançamento para ordenar um ataque nuclear.

Recuo

Após incitar apoiadores a invadir o Congresso dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump deu uma guinada em seu discurso e adotou um tom bem mais moderado.

Embora ainda insista na acusação sem provas de que a eleição presidencial de novembro foi fraudada, o republicano agora diz que deixará a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro, dando lugar a seu sucessor.

“Agora, o Congresso certificou os resultados. Uma nova administração tomará posse em 20 de janeiro. Meu foco se volta para garantir uma transição de poder pacífica, ordenada e contínua. Este momento exige cicatrização e reconciliação”, disse Trump em vídeo publicado na noite de quinta-feira (7) no Twitter.

Banido do Twitter

Na noite desta sexta-feira (8), o Twitter apagou o perfil de Donald Trump. A página da campanha do republicano também foi suspensa.

É a primeira rede social a tomar esta medida. Facebook e Instagram suspenderam a conta de Trump por tempo indeterminado após a invasão ao Capitólio. 

O perfil de Trump no Twitter tinha quase 89 milhões de seguidores e era o principal meio de comunicação dele. 

“Após uma análise cuidadosa dos tuítes recentes do @realDonaldTrump e do contexto em torno deles, suspendemos permanentemente a conta devido ao risco de mais incitação à violência”, declarou o Twitter.

Depois de ser excluído, Trump usou a conta da Presidência para criticar o Twitter e até falou em construir uma plataforma própria. As mensagens também foram tiradas do ar. 

Repercussão negativa

Depois da invasão ao Capitólio, membros do próprio Partido Republicano, incluindo antigos defensores de Trump, se voltaram contra ele.

Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão
Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão.
(Foto: Redes sociais)

Grandes jornais, como Washington Post e The Wall Street Journal, defendem a saída de Trump do cargo, mesmo faltando poucos dias para ele passar o bastão a Biden. Líderes internacionais, incluindo aqueles com maior interlocução com o republicano, também fizeram críticas pesadas.

“Na medida em que o presidente encorajou as pessoas a invadirem o Capitólio e consistentemente lançou dúvidas sobre o resultado de uma eleição livre e justa, acredito que isso foi completamente errado”, disse em coletiva o premiê britânico, Boris Johnson, em coletiva na quinta-feira.

O coro foi reforçado pela chanceler alemã, Angela Merkel, também na quinta-feira. “Uma regra básica da democracia é que depois das eleições há vencedores e perdedores. […] Lamento muito que o presidente Trump não tenha reconhecido sua derrota desde novembro. As dúvidas sobre o resultado da eleição tornaram os eventos da noite passada possíveis.”

“Trump recuou porque ele percebeu claramente que a situação dele ficou muito complicada. Nunca o Congresso americano foi invadido por cidadãos norte-americanos”, observou o professor e coordenador do curso de Relações Internacionais da USP, Felipe Loureiro.

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Era uma tragédia anunciada, diz professor sobre falas de Trump e invasão do Congresso dos EUA https://canalmynews.com.br/mais/era-uma-tragedia-anunciada-diz-professor-sobre-falas-de-trump-e-invasao-do-congresso-dos-eua/ Thu, 07 Jan 2021 18:31:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/era-uma-tragedia-anunciada-diz-professor-sobre-falas-de-trump-e-invasao-do-congresso-dos-eua/ Ele aponta ainda para o risco de situação semelhante no Brasil em 2022

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Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão
Capitólio, sede do Congresso dos EUA, durante a invasão.
(Foto: Redes sociais)

O que levou aos acontecimentos da última quarta-feira (6) no Congresso dos Estados Unidos, que acabou invadido por apoiadores de Donald Trump e que tentou – sem sucesso – impedir a ratificação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial?

Para Felipe Loureiro, professor e coordenador do curso de Relações Internacionais da USP, essa situação se desenhava pelo menos desde o final de 2020, com a insistência do ainda presidente dos Estados Unidos em não reconhecer a derrota na eleição de novembro e de alimentar acusações sem provas contra o processo eleitoral.

“Era uma tragédia anunciada. Trump vinha no Twitter pelo menos desde o dia 19 de dezembro convocando as pessoas para uma manifestação no dia 6 de janeiro, usando palavras irresponsáveis. Ele chegou a dar a entender até que marcharia junto com os golpistas para o Capitólio”, resumiu o professor, em participação no Almoço do MyNews desta quinta-feira (7).

O episódio deixou claro ainda, segundo Loureiro, a força que alguns grupos extremistas de direita exercem no apoio a Trump e incentivados por ele, apoiados em teorias conspiratórias sem nenhum tipo de baseamento na realidade.

É até difícil a gente conseguir explicar como esse tipo de teoria da conspiração se desenvolve. Mas o importante é que ela se desenvolve e tem um grande número de adeptos. vivemos enormes transformações e nesses contextos algumas pessoas acabam recorrendo a explicações excessivamente simplistas para entender as enormes angústias que vivem”.

Um desses movimentos é o QAnon, grupo que crê em uma conspiração mundial de pedófilos satanistas e que vê em Trump um meio de resistência contra tal “dominação”.

Loureiro lembra que além dos adeptos do Qanon também existem integrantes de outros grupos de extrema-direita, como neonazistas e supremacistas brancos, que contam com a simpatia e apoio do republicano e possuem presença ativa em redes sociais. “Não dá pra dissociar as falas do presidente Trump dessas ações. Não somente falam, mas agora também estão agindo”.

Embora o grupo seja heterogêneo, um elemento comum à base de apoio de Trump é a percepção de que as eleições foram roubadas, um dos motes do discurso golpista do ainda presidente.

Impeachment de Trump?

O comportamento do presidente antes, durante e depois da invasão ao Congresso levou alguns membros do gabinete federal e integrantes do Partido Republicano a discutirem a possibilidade de removê-lo da Casa Branca antes mesmo do final do mandato, em 20 de janeiro, com base na 25ª Emenda à Constituição.

Loureiro credita a essa situação o fato de Trump ter recuado horas após ter incitado a invasão ao Congresso e pedindo para os invasores irem para casa, ainda que de forma tímida e reafirmando – sem provas – que houve fraude na eleição

“Trump recuou porque ele percebeu claramente que a situação dele ficou muito complicada. Muito importante ressaltar a gravidade do que aconteceu. Nunca o Congresso americano foi invadido por cidadãos norte-americanos. A única vez que isso aconteceu foi na guerra contra a Inglaterra, em 1814.

Situação do Partido Republicano

O professor disse ainda que o Partido Republicano, que hoje abriga Trump, tem grande parcela de culpa pela atual situação, embora reconheça que alguns integrantes não se curvaram ao ainda presidente. E vê a necessidade de uma grande mudança interna dentro da agremiação.

“O trumpismo dominou o Partido Republicano e não vai ser fácil tirar essa mácula. O partido vai ter que passar quase que por uma refundação para superar o que aconteceu”.

Loureiro crê que há dois movimentos necessários para tentar normalizar a situação. Um deles, já realizado, foi a retomada da sessão no Congresso, horas depois, para ratificar Biden. O outro seria aplicar uma punição exemplar sobre Trump.

“Outro passo é deixar claro que é inadmissível que um presidente instigue seus próprios apoiadores a irem contra a democracia. Ao meu ver seria muito importante o Trump ser penalizado claramente pelo que ele fez”.

Loureiro aponta ainda que os elementos que permitiram os acontecimentos no Capitólio também estão presentes no Brasil. Ele chama a atenção para o fato de o ainda presidente americano servir como modelo para seu colega brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Os próximos dois anos serão cruciais para a sociedade brasileira se unir e impedir que o pior aconteça em 2022”, finaliza.

Donald Trump, que ainda tenta reverter a derrota sofrida na eleição presidencial nos Estados Unidos
Donald Trump, que insiste na narrativa infundada de que as eleições nos EUA foram fraudadas.
(Foto: Joyce N. Boghosian)

Contas suspensas

Acostumado a usar as contas nas redes sociais para se manifestar, Trump deve encontrar dificuldades nos próximos dias.

Os perfis do republicano no Facebook e no Instagram foram suspensos até pelo menos a posse de Biden. O anúncio veio de Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, que também possui o Instagram sob seu guarda-chuva, em razão do ocorrido no Capitólio.

“Acreditamos que os riscos de permitir que o presidente [Trump] continue a usar nossos serviços durante este período são simplesmente grandes demais”, disse Zuckerberg em um comunicado publicado em sua plataforma.

A conta de Trump no Twitter permanece ativa, mas chegou a ser suspensa temporariamente. As postagens que mencionavam fraudes sem provas nas eleições e outras notícias falsas foram removidas.

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Após invasão por apoiadores de Trump, Congresso dos EUA certifica vitória de Joe Biden https://canalmynews.com.br/mais/apos-invasao-por-apoiadores-de-trump-congresso-dos-eua-certifica-vitoria-de-joe-biden/ Thu, 07 Jan 2021 11:26:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apos-invasao-por-apoiadores-de-trump-congresso-dos-eua-certifica-vitoria-de-joe-biden/ Com a ratificação, o democrata tomará posse como presidente no próximo dia 20 de janeiro

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Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, eleito presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

O Congresso dos EUA ratificou na madrugada desta quinta-feira (7) o nome de Joe Biden como próximo presidente do país. A sessão teve início na tarde anterior, mas foi paralisada por horas em razão da invasão do Capitólio, edifício onde funciona o Congresso, em Washington, por apoiadores do ainda presidente Donald Trump.

A confirmação dos votos do Colégio Eleitoral pelo Congresso era a última etapa processual antes da posse de Biden. Com a ratificação, o democrata tomará posse como presidente no próximo dia 20 de janeiro, enquanto Kamala Harris assumirá como vice.

A invasão ocorreu na tarde de quarta, enquanto ocorria a sessão de ratificação do nome de Biden, após discurso do próprio Trump, que continua a fazer acusações sem fundamento de que a eleição na qual saiu derrotado foi fraudada. Ele conclamou apoiadores a irem até à frente do Capitólio. Foi esse grupo que pouco depois invadiu o edifício, depredou gabinetes de parlamentares e enfrentou forças de segurança.

Quatro pessoas morreram durante a invasão, enquanto 14 policiais ficaram feridos e 52 pessoas foram detidas em razão de desrespeito ao toque de recolher imposto pela Prefeitura de Washington em resposta à invasão ao Capitólio.

Biden x Trump

Em discurso poucas horas após a invasão, Biden se disse “chocado e triste” com o ocorrido no Capitólio e cobrou posição de Trump.

“Todos vocês estão assistindo o que eu estou assistindo. Nesse momento nossa democracia está sofrendo um ataque inédito. Um ataque como poucas vezes vimos, um ataque ao Estado de Direito. As cenas que vimos no Capitólio não representam o verdadeiro norte-americano. O que vimos foi um pequeno número de extremistas. Isso não é protesto, é desordem, é caos. Peço ao Presidente Trump q vá a TV e peça um fim pra esse circo”.

Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: redes sociais)

O posicionamento de Trump veio pouco depois, por meio de rede social. Ele pediu que os apoiadores “voltassem para casa e em paz”, mas voltou a afirmar — sem provas — que a eleição presidencial foi fraudada.

A sessão no Congresso foi retomada já durante a noite

Já nesta quinta-feira, o republicano deu a entender que desistiu de tentar reverter a derrota na eleição de novembro e disse que “haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”, o dia em que ele deverá deixar a Casa Branca.

Impeachment à vista?

O comportamento do presidente antes, durante e depois da invasão ao Congresso levou alguns membros do gabinete federal e integrantes do Partido Republicano a discutirem a possibilidade de removê-lo da Casa Branca antes mesmo do final do mandato, em 20 de janeiro, com base na 25ª Emenda à Constituição.

Trump chegou a pressionar seu vice-presidente, Mike Pence, que presidiu a sessão, a não aceitar os votos dos delegados, impedindo assim a ratificação de Biden. Pence, no entanto, disse que cumpriria com a Constituição e ignorou Trump. O ainda presidente, por sua vez, retrucou e disse que “faltou coragem a Pence”.

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